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Há uns dias aquela chama da paixão pela leitura acendeu novamente no meu cérebro. E este hiato já durava uns bons anos, mesmo eu me forçando a comprar livros com temas que achava interessante, eles acabaram sendo amigos das gavetas do meu armário.
Não sei dizer como, mas até então só estava interessada nas leituras rápidas, textos pequenos, coisas como revista, informativos ou poucas páginas. Preguiça? Sim. Culpa da internet? Talvez. Mas não dá para responsabilizar outra pessoa ou coisa que não seja eu mesma. Me dei conta que ler é um tesouro que temos nas mãos e a gente esquece.
Assisti recentemente a série The Handmaid´s Tale, que recomendo muito! É uma distopia mas é assustadora. Na cidade de Gilead, o sistema é totalitário teocrático. Só esse nome já assusta muito! E lá as mulheres são apenas para procriação e não podem ler, se expressar, conversar e nem "viver". Depois desse soco no estomago, não sei se alguma coisa foi acionada na minha mente, mas, olhei para os livros que tinha comprado e nunca lido e comecei a ler com gosto, absorver as informações e me divertir com isso.
Senti uma especie de felicidade/liberdade de ter acesso aquele conteúdo. É de fato um privilégio! O conteúdo do livro que li também ajudou muito "O clube da luta feminista", com tanta informação, leitura leve e informações essenciais para entender o movimento em prol das mulheres, que deu ainda mais vontade de ler, entender, desentender, ficar confusa e aprender. E poder trocar ideias sobre isso com outras pessoas é melhor ainda.
Mas você só vai entender minha aflição se ver a série ou ler os livros, porque, por mais que seja uma ficção científica, não é impossível de acontecer. E isso dá um calafrio!
Por isso, vim aqui para indicar a série e o livro do Handmaid´s e o outro livro "O Clube da luta feminista". E se quiserem me indicar também, aceito! Aliás, já estou com outro livro na agulha "A sutil arte de ligar o foda-se", que uma amiga me emprestou. E vamos seguindo! Ah, se você assistir/ler alguma dessas indicações, me conta depois o que achou.
Camila K. Ferreira
A gente fala muito de semancol, de autocrítica, autoavaliação, entre outras coisas que podemos fazer por nós mesmos e todas elas nos dão bons resultados, geralmente. Sei que andei sumida aqui do blog e já conversei com vocês sobre isso e o fato de escrever aqui novamente é o que me dá liberdade de faze-lo apenas quando sinto que tenho algo a compartilhar.
Mas falando do semancol, que é uma expressão bem usada por todos na tradução livre de: "te manca", "te orienta" e sempre queremos oferecer essa dose para alguém como uma pílula para resolver um determinado problema. Seja ele um comportamento/atitude, palavras e ações contínuas. Aí a gente usa: "Ah um semancol!" Ou que a pessoa (ou nós mesmos) estamos precisando desse remedinho meio amargo.
E digo isso porque já passei muito tempo achando que era o outro que precisava desse semancol e na verdade, eu é que deveria tomar uma dose. Não é fácil para de julgar, apontar e culpar o outro mas a gente pode tentar. E foi o que resolvi fazer. O que estava me chateando, incomodando, lá estava eu, atribuindo ao outro, o fulano, o ciclano. E de repente, me dei conta que o comportamento do outro é medido muitas vezes pela nossa reação. E a minha era sempre a pior. Afinal, não aguento certas coisas, porém, qual era meu limite para isso?
Ainda não sabia que poderia existir uma "cápsula" protetora, um escudo invisível pra gente se blindar de tais comportamentos. E quando me dei conta disso, comecei a ficar saudável novamente. Não deixei de querer um trabalho perfeito, silêncio e pontualidade. Só que agora levo isso consideração de forma diferente. Se o outro não busca isso, é um problema dele, não meu. O que esperava é que a pessoa tomasse a "minha causa" como se fosse dela. E não faz sentido.
O que acredito e cultivo, é algo pessoal, individual, semelhante ao de outros, nunca igual. Se encontro alguém que sinta igual, ótimo, vamos lá, fora isso, cada um tem sua própria jornada e desenvolve prioridades diferentes. Veja bem, não é aceitar pacificamente atitudes escrotas, imbecilidades e assédio moral e sim perceber que, o que você nota e se incomoda em alguém, para outros é "normal" e essas mesmas pessoas tem seus "pares", seus "semelhantes", assim como temos os nossos. E assim por diante.
Vamos parar de demonizar nossos sentimentos. Sentir raiva, fúria, indignação, incomodo, fazem parte da nossa experiencia emocional. E o mais importante, não culpar sempre o outro por isso. Semancol está mais para bom senso e isso ainda é de graça. Basta pegar em qualquer prateleira da reflexão.
Camila K. Ferreira
In Cotidiano
As inscrições para o 15º Festival Imagem-Movimento estão abertas!
Posted on 23 julho 2018

As inscrições para o 15º Festival Imagem-Movimento estão abertas!
Realizadores de todo o Brasil: até 31 de agosto.
Realizadores do Amapá: até 30 de setembro.
<<<<Regulamento e inscrições>>>>
https://festivalfim.blogspot.com/p/inscreva-se.html?m=1 — c
Vejam só que oportunidade incrível! E eu imploro para todos que amam cinema, prestigiem! Temos que valorizar mais todas as iniciativas da nossa cidade, das nossas pessoas e torcer pelo sucesso! by Camila K.Ferreira
É engraçado você refletir sobre relações passadas de amizade que, atualmente vejo que era uma relação abusiva e desgastante. Afinal, não é só relacionamento amoroso que tira você da sua própria realidade.
Tem pessoas que infelizmente são vampirescas. Sugam sua energia. Só te procuram quando sentem alguma necessidade, seja de falar sobre algo ou conseguir algo. Experimente falar de você para tais "amigos" e vejam de verdade a reação dessas pessoas: descaso, desdém e até mesmo tédio. Lembrei de alguns momentos que vivenciei e por um apego ao passado por ser "amizade de escola" ou por simplesmente achar que não faria amizades novas me deixei passar por situações do tipo: ouvia as novidades dessas amizades com entusiamos mas chegava a minha vez, tudo era motivo de risada e também de "legal e o que mais", como se o que tivesse para contar fosse apenas mais uma história boba ou a própria sessão da tarde.
Lembrei também de um momento que procurei tais amizades pois estava aflita e queria conversar e ouvi: "pode ser outro dia? tenho academia hoje, não posso faltar", ou de ligar para a pessoa e ouvir "de novo esse assunto? Tu já não tinha brigado com teu namorado semana passada? hehehe". Eu era a piadinha e falar do meu namoro era tido como chacota. Vejam só.
É ironico, eu sei. Como não me dei conta disso antes? Mas, é fácil se colocar nestas circunstâncias, quando você valoriza lembranças, crescimentos e achei assim como dava importância para os assuntos destas amizades, idealizada um ato reciproco. As coisas mudam e a gente não aprende isso facilmente. Outro fato foi quando o meu dito namorado tinha uma utilidade: passar informações de interesse da pessoa. Ai sim, eu recebia ligações quase que diárias e aí falar do meu namorado era válido e super interessante. Mas lá estava eu, presa às lembranças escolares e sem perceber, numa amizade abusiva.
Ah e se você só serve para ser ouvinte e nunca pode compartilhar algum tipo de desabafo: alerta amizade abusiva. Não dá pra ser apenas um ouvinte. Acredito que amizade também é compartilhar.
Já tive a sensação também de conviver por anos com amigxs que não faziam ideia de quem eu era. E tudo ficou claro quando percebi que me tratavam como uma garotinha que estava aprendendo a viver e eu beirando meus 30 e poucos anos. Vivência, maturidade e experiência não nada a ver com idade, porém, cada um tem cada momento de acordo com suas heranças emocionais não?
Ah, não queria ter que sublinhar isso na minha atitude, queria continuar sendo gentil e omissa sobre o que realmente estava sentindo e pensando. Ou seja, estava me maltratando em nome do bem estar do outro. Obviamente isso NÃO É SAÚDÁVEL! Por que não consegui falar sobre isso? Por que não cheguei e apenas falei? Porque não me senti à vontade, não senti segurança, não senti o mínimo de abertura. Foram sensações. E o sentimento prepara a mente e o corpo para várias coisas.
Pois lhes digo: quando consegui me afastar foi um alívio. Um estranho alívio. Tomei uma atitudes drásticas. E parecia que tinha tirado um peso enorme das costas, da mente, do meu coração. Queria me livrar de tudo que me fazia ser vulnerável relacionado aquelas pessoas, aquelas situações e que me fizeram pensar que era incapaz de ter novas amizades e que de alguma forma me faziam sentir sempre menos.
É bom ficar ligado, esse é meu alerta sobre/para amizades abusivas. Não caia nessa. Amizade não é ter a pessoa 24h do seu lado ou à sua disposição. É simplesmente um sentimento de reciprocidade. Se você não sente isso, não se sente ouvido ou querido simplesmente se afaste. Evite desgaste.
Essa falsa ideia de que você vai sentir falta, é totalmente irreal. Logo logo, você vai perceber que tais "amigxs" só contribuiam mesmo para que você ficasse parado no mesmo lugar sendo escape de alguma coisa. E essa relação era qualquer coisa, menos uma amizade real.
Por Camila K. Ferreira
Quero começar lhe dizendo que o seu único compromisso com a
felicidade está conjugado na primeira pessoa do singular; no mais, sigamos
estas breves linhas sobre amor.
A tv e os livros estão cheios de contos e encenações sobre
como o amor envolve luta, dor, angústia, medo e rejeição, um caminho árduo que
leva até o tão almejado amor completo e avassalador. Amores que surgem de um
primeiro olhar, de um empurrãozinho dos amigos, de um app de relacionamento.
Amores fortes e, de cara, inabaláveis.
AMIGOS, NÃO! ISSO NÃO É BONITO, SE VOCÊ ESTAVA SE DERRETENDO
TODO PELA DESCRIÇÃO DO PARÁGRAFO ACIMA, POR FAVOR, LEIA NOVAMENTE COM LUCIDEZ.
O tempo anda a passos largos e nossos corações estão
sedentos por amor, e isso é muito bom, sadio, necessário! Mas vocês conseguem
perceber que muitas vezes nos tornamos caçadores cegos desse sentimento? Amar à
primeira vista é cilada. Amadurecer relações
(sejam elas quais forem) requer atenção especial aos detalhes. O que
acontece à primeira vista é uma abertura e não o caminho completo. Fomos e
estamos sendo doutrinados desde sempre à luz dos contos de fadas em que o olhar
terno e doce dura para sempre e se confirma cada dia mais, mas precisamos abrir
os olhos para a realidade e compreender que amor exige tempo, conhecimento e
dedicação.
Evoluir uma relação também pode estar ligada ao término
afinal aquilo que foi vivido à primeira vista não se perpetua.
Viver na sombra de um primeiro olhar é muito bonito porém
não é consistente. Amor é uma construção que requer esforço e trabalho, empenho
em se conhecer e conhecer o outro,
envolve convivência, diálogo, experimentação, intimidade, respeito, vontade e
sobretudo realidade. E isso aqui não é uma receita e muito menos um mapa do
tesouro, isso é apenas uma breve análise do que se vê em cada esquina. Falir
uma relação é muito mais rápido do que construí-la e isso ninguém conta no
final do livro, né?
Sinta-se encorajado a amar com maturidade!
Tente, pelo menos tente, dar consistência aos seus romances.
Não doutrine sua mente para o frágil e o raso, aprenda a nadar e segurar o
fôlego com excelência.
Não se permita viver uma relação que parece bonitinha para
os outros mas para você é um inferno.
Não se permita viver trancada dentro de uma relação que te transforma em
quem você não queria ser. Não se permita viver com alguém que não vive com você
embora more debaixo do mesmo teto. Não permita que um conto de fadas fajuto
tome conta da sua mente e corpo.
Se conheça primeiro, saiba o que você quer sentir e viver, não
ultrapasse seus próprios limites porque algo à primeira vista lhe pareceu bom.
Entenda: todo começo é um COMEÇO. Amor
se constrói no percurso e esse processo é contínuo e perpétuo. Compreenda o que
é estar com alguém, intimidade não é um brinquedo que você empresta pro
coleguinha brincar e depois devolver; ser íntimo não é ser um só, pelo
contrário, é ser dois e mesmo assim
encontrar meios de compartilhar lugares grandes ou pequenos. Aquela famosa
frase facebookeana que diz: “ quem quer sempre dá um jeito” ilustra isso de uma
forma irreverente e simples de ser compreendida; nunca existirá algo difícil
demais para quem está vivendo algo maduro. A maturidade do amor nos protege do
perigos (mesmo que eles ainda assim estejam nos cercando, afinal amores reais
também se machucam o diferencial é que sabem exatamente como se curar).
Se porventura você acha que encontrou seu amor apenas pelo
primeiro olhar, por favor, olhe mais algumas vezes e lembre-se: se até para
amar a si mesmo nós precisamos nos olhar inúmeras vezes, por que devemos ter
tanta certeza que um primeiro olhar à um estranho nos trará plenitude eterna? Amor
de verdade precisa de tempo para maturação
e não somente meia dúzia de palavras bonitas e um bom sexo no final da noite.
Maturidade, amigos. Maturidade!
Se você espera apenas flores e discursos bonitos desta vida,
sinto muito, mas não leia este texto.
Observando o que se passa ao meu redor me apeguei ao fato de
que tá todo mundo esperando dias perfeitos e muito bem arranjados, e isto à qualquer
custo. Na teoria é uma busca linda, mas, quero te dizer algo cortante: TODA
TEORIA É LINDA. Sabe, eu quero te encorajar a olhar para dentro de si com um
olhar profundo e com vontade de se descobrir de verdade; não estou falando de
descobrir coisas boas (pasmem!) estou falando de uma busca pelo vilão
sanguinário que você guarda aí dentro.
As redes sociais, as revistas, a cultura do textão e todo
esse embelezamento do ser humano evoluído tem camuflado o grande “q” da questão
que é se entender e se desfazer das crueldades particulares que praticamos. Talvez
você esteja mentalmente renegando cada palavra aqui escrita afinal elas podem
despertar seus monstros. E é isso! Desperte seus monstros! Conheça-os.
Domine-os. Somos dotados de uma inteligência concedida apenas para a raça
humana, a lógica, o conhecimento das consequências dos atos; use este poder a
seu favor.
É duro acreditar que somos maus na mesma proporção que somos
bons. Mas podemos escolher.
Hoje a facilidade de destilar veneno é tão sutil que nem
notamos. Estamos sempre aqui vagando pela vida real/virtual lendo injúrias, preconceitos,
desrespeitos e tantas outras maldades sem sequer sentir indignação, nossos
corações estão sendo endurecidos pela crueldade coletiva que habita na
existência [nossa e dos outros]. Estamos mergulhados sem nenhuma segurança num
mundo que se esconde cada dia mais na falsa idéia de plenitude. Admitir nossos
monstros e dominá-los até extinguir cada pedaço deles é urgente!
Acredito que você tem muito amor e bondade dentro de si,
basta praticar com mais frequência.
Sabe quando você vê uma mulher sendo desrespeitada, um negro
ser inferiorizado, uma criança ser mal tratada, ou até mesmo quando deixa
passar em branco a oportunidade de dizer um “bom dia” ou um “obrigado” , sabe
essas situações “simples”? Quando deixamos isso passar estamos alimentado
nossos monstros. Não precisamos (e não podemos) deixar isso imperar.
Saia do discurso e dê
os primeiros passos para a prática do bem e da consciência satisfeita com
justiça e bondade. A carne e o osso que faz parte da sua estrutura vai morrer
mais dia ou menos dia, mas, já te ocorreu que suas atitudes permanecerão penetradas
em cada ser humano que te conheceu? Para o nem ou para o mal, depende tudo
do seu cultivo interior. Cultive suas
flores mas não esqueça de exterminar as pragas do cultivo.
Eu e você somos bons na mesma medida que somos maus porém a
escolha de qual lado seguir nos garante a expansão de um desses lados. Uma
dica: escolha parte boa.
Por Mayrlla Sousa
O livro mais complicado e
inquietante que eu jamais terminei de ler foi o Ecce Homo, de Nietzsche. Eu não
entendia nada da filosofia e da forma da linguagem dele, por isso nunca
terminei. E pra que é que eu vou insistir em ler um livro que eu não entendo?
Primeiro tenho que entender a linguagem do cara. Porque, se tem um autor que
vale a pena ser lido é esse – Friedrich Nietzsche. Enfim, uma frase eu entendi
e gravei! Reproduzo-a aqui:
“Engolir sapos faz,
irremediavelmente, um mal caráter – e inclusive estraga o estômago.”
Sem entrar em maiores
detalhes filosóficos ou sociais ou comportamentais, bora lá, direto na veia,
que é pra isso que a gente escreve!
Para de aceitar tudo que jogam no seu colo ou na sua cara!
Especialmente nos
relacionamentos pessoais, não apenas os amorosos, se a pessoa faz ou fala
continuamente coisas que te desagradam e influenciam diretamente no seu dia a
dia, você precisa comunicar para ela sim. Você tem que deixar a pessoa saber
que o que ela faz ou fala te incomoda de alguma forma.
Vai gerar algum
constrangimento? Vai, porque ninguém gosta, à priori, de ser contrariado. E se
a pessoa não quiser mais fazer parte da sua vida, se quiser ficar de mal, se
sair por aí falando mal de você? Fazer o que? Vida que segue. Ninguém consegue
agradar a todo mundo. Como diz o ditado: nem Jesus conseguiu.
Mas, não sejamos jamais
grosseiros, né amiguinhos. Porque, se você contrariar uma pessoa com grosseria,
aí meu amigo, já era. Não há argumento que vença falta de educação. Nesse caso,
não há diálogo, não há justificativa, não dá pra conversar. Quem sai perdendo é
você, porque você vai, inevitavelmente, sentir o arrependimento de quem fala
m$#&@.
E se você não quiser falar
nem se comunicar, não tem problema! Só que, nesse caso você vai ter que,
necessariamente, agir. O que não pode é ficar quieto no seu canto incomodado
com a situação em que você está, reclamar e não fazer nada. A não ser que esse fato
não te incomode também... Aí já é outra história e isso pode se transformar num
ciclo interminável...
Uma vez eu ouvi de um
colega um comentário mais ou menos assim: ah... as coisas são assim mesmo,
sempre foi desse jeito; é ruim, eu fico triste, me sinto mal, mas já me
acostumei, já aceitei.
Não!!! Não aceite jamais
o que te incomoda! Não se acostume! Se você está em uma situação que não é a
ideal pra você, que não é o que você queria, você precisa agir, não é mesmo?!
Agir pra modificar o estado atual do que te incomoda. Modificar sua realidade e
moldá-la para, pelo menos, aproximá-la do que é ideal pra você.
Então resumindo – se te
incomoda fala ou faz alguma coisa. Entendeu, né? Não fica por aí contrariando a
pessoa com ações pra ela “se tocar” e “perceber” que você não está gostando. Isso
só complica mais ainda a situação. A comunicação e a linguagem entre seres
humanos existem e foram evoluídas ao longo dos milênios justamente pra gente se
comunicar!
Com educação,
racionalidade, comunique-se.
Viu? Não complica, se
comunica.
Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo.
Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua empregada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso. É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversário , você estando aqui ou na Austrália.
Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.
Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.
As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.
Por Antônia Macchi
Certas vezes sou radical sobre coisas que não deveria e flexível quando eu deveria ser mais firme. E isso soa confuso, mas o lance é que não dá pra ser nem um nem outro de forma inquestionável.
Apareceu uma postagem minha de 2016, e lá dizia que nós estávamos levando a vida muito a sério, e dando importância para coisas pequenas, fúteis e bobas. E enfim, um post até zen demais para mim. E lembrei que em algum momento da minha vida, queria ter mais esse momento zen, ter mais paciência... Mas, sinceramente? Parei com tudo isso. Parei de tentar forçar a barra comigo mesma, referente ao que tenho que "aturar", "relevar", "aceitar como se nada tivesse acontecido". Isso é uma escolha. E também não significa que fico carregando isso para todos os cantos ou, se carrego, é um problema que tenho a resolver. A questão é: não precisamos o tempo todo nos forçar a sermos bonzinhos, zen, equilibrados, passivos e qualquer coisa que remeta a "fique calado e aceite". Não, cara! Chega desse papo. Se você não gosta, não aceite. Se não se sente bem, fale. Se incomoda, reclame. Estou farta desse senso de falsa tolerância. O que é bem diferente de "aceitar calado".
Acredito que a tolerância tem a ver com aceitar o que é diferente naturalmente. Agora, tolerar desvios de caráter, falta de educação, grosserias ou falsidades é completamente diferente. O pior é que somos induzidos, o tempo todo, a isso. "Relevar". Engraçado que relevar tem a ver com atenuar. Mas por que temos que atenuar ignorâncias? As amarras sociais vindas lá dos tempos medievais ainda pulsam forte e a gente tem mesmo é que ir quebrando cada correntinha pouco a pouco.
Durante minhas férias comecei a assistir a novela "Em nome do Rei" e gostei. Gostei da trilha de abertura (Scarborough Fair' - Aurora) e até mesmo do roteiro, que parece clichê e óbvio, mas tem muito a ensinar sobre essa cultura do "aceitar" e "relevar" coisas ruins, por necessidade e conveniências. Não é de hoje que tenho um fascínio pelos filmes épicos (aliás, recomendo todos sobre a Rainha Elizabeth), e por eles é possível entender e perceber que continuamos replicando comportamentos e atitudes.
Sei que é difícil ir contra essa correnteza forte que é a imposição social, e, por muitas vezes a seguimos pela necessidade. Só sei que é possível encontrar um esconderijo que você possa se proteger. E é ai que falo sobre a flexibilidade.
Pensei durante muito tempo que ser flexível poderia me corromper ou me levar às águas deste rio cheio de obscuridade, mas não. Ir me conhecendo melhor foi o que me deixou mais confortável na minha própria pele e entender o que tenho que "relevar" e o que não tenho também ajudaram muito. E isso pode mudar. Ainda bem, que alívio.
"É preciso endurecer, mas sem perder a ternura jamais."
P.S: A conhecidíssima frase é atribuída ao revolucionário argentino Ernesto Che Guevara. Apesar de ser tão famosa quanto a fotografia "Guerrilheiro Heroico", de Alberto Korda, que já ilustrou milhares de camisetas, bonés e outras bugigangas, acredite, é bem difícil encontrar registro sobre a primeira vez em que essa sequência de palavras foi dita ou escrita. Depois de alguma pesquisa, descobri que ela consta no livro "Mi amigo el Ché", de Ricardo Rojo, publicado por Jorge Alvarez, em 1968, quando Che já havia falecido. Fonte: Mercy, Zidane.
Camila K. Ferreira
As vezes nos indignamos com situações, pessoas, atitudes que de acordo com nossa herança emocional, ferem tudo o que aprendemos, o que construimos fase a fase durante nosso crescimento. E quase sempre este sentimento nos domina e impulsiona algo na mente, no corpo ou quem sabe, na alma.
Recentemente, esses impulsos que tenho tido que geralmente transformavam-se em palavras, viraram momentos mudos. Cada um de nós tem seu próprio mundo e pelas forças do universo, encontramos outras pessoas que construiram seus mundos com semelhanças. E estas semelhanças ajudam a mudar a perspectiva de um momento mudo para um momento de compartilhar. É a válvula de escape que a vida nos dá. Ufa!
Sempre priorizei falar o que sinto, seja qual for a ocasião, e até então, avaliava que isso era bom para mim. Não sei quando aconteceu, mas olhei para mim como se saisse do corpo e quis me aconselhar.
- Você se importa demais em falar o que pensa
- Você fala demais
- Você se indigna demais
- Você se envolve demais
- Você se cobra demais
Fiz estas observações para mim. Não me arrependo delas. Porém, tudo que é demais acaba sendo nocivo para qualquer um. E quando me dei conta sobre o tanto de "demais" que repeti, foi como se meu mundo mudasse mais uma vez. Como sempre tem mudado.
Trazer isso para a realidade fora dos meus pensamentos foi essencial. Tudo que me indignei, importei, envolvi e cobrei esgotaram a Camila de um mundo que mudou. E não digo isso negativamente. Bati muito na tecla de "eu sou assim e pronto". Mas nada é definitivo, por mais que a gente se iluda com este "decreto".
A gente pensa que alguns dias parecem iguais, e é puro engano. São os detalhes que se materializam invisivelmente para contribuir na evolução desse novo mundo em nós. Este é outro momento mudo.
Você e eu, não precisamos contar para todo mundo que mudamos. É tudo uma questão de ser/estar. Isso quer dizer que alguns deles vão colidir. Já tive medo do conflito. Hoje não! Quer saber? Estou mais disposta à colisão que evitei por muitos anos e não tem nada a ver com briga. Colidir com outros mundos significa que as estruturas de cada um vai perder aquela solidez/barreira que criamos para uma nova idéia, opinião ou conceito. Colidir é começar do zero para construir ou reconstruir.
Camila K. Ferreira
Camila K. Ferreira
Este final de semana tirei para assistir festivais de heavy metal e documentários, entre eles: Rock Har Festival, Rockpalast, doc do Metallica "Some kind of monster" (tem no Netflix) e os clipes do Rage Against the machine + entrevistas. Foi um final de semana de informação musical, pois apenas amo e muito.
Deu uma saudade de ouvir estas bandas e saudade também daquele momento em que o som e as letras tinham uma sinergia que alcançava muita gente de maneira profunda. Os festivais que citei são voltados para bandas de heavy metal e suas vertentes, tenho um sonho de ir em qualquer um deles com pelo menos duas bandas que gosto na programação. E dá pra perceber que as pessoas vão mesmo pelo som, para curtir, para sacar a banda, como os caras tocam, quais instrumentos eles tocam e etc, é algo bonito de ver. O mais incrível é que não tinha quase ninguém com celular filmando. Achei o máximo!
Sim, eu amo a tecnologia, sempre falo isso, mas certos momentos, a tecnologia é dispensável. E num show de qualidade é um desses casos. Até porque não dá tempo de pensar em celular, você quer bater cabeça até o fim! Extravazar e aproveitar. A música me proporciona isso muitas vezes, extravazar essas raivas e indignações que temos que aguentar calados.
E é aí que entra o documentário do Metallica. Um projeto feito para mostrar ao mundo que ter banda não é fácil. E quando ela chega ao topo é pior ainda. Lá mostra também os problemas que James Hetfild teve que enfrentar e colocar toda essa fúria na música e na voz. Adoro o jeito que ele canta, traduz o que sinto. "Some kind of monster" também mostra que o batera é um chato e o guitarra e o baixista dão equilíbrio para a banda. Neste caso, acho que sou James Hetfild, ainda tentando lidar com todas as minhas fúrias.
Por isso, toda essa nostalgia e mecanismos de lidar com a fúria me levaram ao Rage Against the machine. Que banda, meus amigos! O vocalista Zack de la Rocha tem uma postura e voz única. As letras do RATM também influenciaram muito minhas ideias e entendimentos. Me sinto muito grata por isso. Tive boas válvulas de escape e a arte me proporcionou conhecer artistas que tinham algo pra dizer e ouvi. Sinto falta disso atualmente e sei que cada momento tem seu destaque mas...cadê a fúria das músicas? Não falo isso no sentido negativo da coisa e sim no sentido de se indignar! De manifestar o incomodo musicalmente e atingir muita gente. Tá tudo muito "bonitinho". Não vou ficar explicando linha por linha deste pensamento, pois acredito que vocês entenderam o que quis dizer.
Estou sentindo falta daquela mágica visceral de ouvir um som e dizer: CARA! QUE SOM! e colocar do repeat mil vezes e pensar em cada palavra da letra e aquilo fazer sentido. Foi o que senti quando assisti Matrix e ao fim tocou "Wake Up" do Rage. Mágica!
Tem muita banda boa por aí, eu sei. Mas, com fúria, ainda não ouvi. E é disso que estou sentindo falta. Não é à toa que váaaaarias bandas estão voltando. É um apelo para que aquela energia volte, não acham? Um diagnóstico do tempo.
Camila K. Ferreira
Engraçado que quando eu era criança/jovem, me agoniava muito com o tempo. Um agonia estilo "passa logo tempo" ou "o tempo não passa nunca" e quase sempre dava muita importância sobre chegar na hora, cumprir a hora entre outras amarras sociais. Algumas delas fui me desprendendo gradativamente, aprendendo da melhor e pior forma.
Hoje me pego sempre pensando "obrigada, tempo". Por inúmeras coisas que não vou elencar aqui mas, parei pra pensar nisso hoje, pois acabei me cobrando um pouco pela ausência aqui no blog, falta de atualização na fan page e etc. A questão é, outras coisas aconteceram e escolhi focar meu tempo nessas coisas. E isso não quer dizer que abandonei nada e fiz esse comparativo com as relações também.
No inicio, estamos no ápice da paixão, da dedicação mas estabilizamos e organizamos melhor essa atenção e claro, muita coisa acontece na nossa rotina e isso faz com que a gente se dedique mais ou menos para atividades ou prioridades. Este espaço é espontâneo e vou mante-lo assim. Não quero fazer deste blog algo mecânico ou inexpressivo, por isso as vezes não tem texto novo, mas não pensem que ele foi abandonado, tá?
As meninas que contribuem também estão cheias de atividades mas logo elas aparecem por aqui.
No mais, meu tempo está cheio e eu gosto assim, não vou mentir. Me sinto útil para alguma coisa mas sei que o ócio criativo é necessário, e..será que aplicar o ócio criativo aqui no blog é ócio mesmo? Ah, só sei que volto com mais frequencia, em breve.
Camila K. Ferreira
A gente (quase) nunca está satisfeito com o corpo que construiu, né? É, a gente constrói o corpo que tem. Se você é muito magro, pernas fininhas, os ossos meio que aparecendo, bumbum até flácido e você não está satisfeito com isso, é porque você não se alimenta do jeito que deveria. Se você é gordo, com dezenas de pneuzinhos, celulite, barriga saliente e você não está satisfeito com isso, é porque você não se alimenta do jeito que deveria. Isto é, na maioria dos casos. Porque, pode ser que a pessoa tenha alguma coisa desregulada no organismo que cause magreza ou obesidade.
Enfim, gente magrinha e gente gordinha podem ser completamente saudáveis. Não são apenas os saradões, os fitness, que detém o monopólio do corpo saldável. No quesito saúde, tem vários fatores e grupos de risco que os cientistas estão sempre atualizando e acabam deixando a gente meio maluco e se perguntando se ovo faz mal ou não.
O que importa mesmo é como você se sente com relação ao corpo que você produziu. É mais raro ver gente magra achando que está magra demais, que devia engordar alguns quilinhos. O mais comum é gente gordinha que não gosta de ser gordinha. Porque comer é muito bom, né?! Ser gordo é mais comum, ainda mais diante da quantidade de comida gostosa, gordurosa, cheia de açúcar, de carboidrato, de conservante, que a gente encontra facinho por aí.
Quem gosta de ir a shoppings, por exemplo, geralmente faz um lanchinho depois das compras. E a preferência geralmente vai ser a mais fácil e rápida: escolhendo um número, depois de 10 minutos você terá um sanduíche de dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles num pão com gergelim. Viu? Só aí já vão umas 1000 calorias!
Mas e daí? Se você se sente bem em ser gordinho não tem problema comer um lanche de 1000 calorias de uma vez só. O que não pode acontecer é comer o que gosta porque dá prazer e se sentir culpado com isso. Aí você engorda, aí aquela calça já não te serve mais, aí o cinto já não fecha, e você fica triste e se sentindo mal.
Quando chega nesse ponto, amig@, de sentir mal por ser gordinho (ou magrinho) é hora de fazer alguma coisa! Tem que parar se fazer de vítima. Então se você não gosta de ser magrinho ou gordinho, eu tenho uma fórmula infalível que vai te ajudar muito: ergue a cabeça, respira fundo e faça uma escolha! Escolha não se sentir mal com o corpo que você tem! Isso é crucial, é a primeira coisa que precisa acontecer antes de botar a mão na massa, ou na esteira da academia.
Depois de escolher aceitar o seu corpo, você pode até traçar uma estratégia se quiser ser mais magrinho ou mais gordinho. Dá pra ir num nutricionista, procurar um personal trainer pra bombar os músculos. Mas, se você não tem dinheiro pra pagar esses profissionais, procura livros, sites, vídeos na internet. Já vi vários programas de emagrecimento que a gente compra pela internet e ganha consultoria on-line com direito a nutricionista, personal trainer, psicólogo, aula de dança e até yoga.
Ok, tudo isso dá um pouco de trabalho, tem que sair da zona de conforto, largar mão da preguiça, da procrastinação, do vitimismo, e tal. Mas, você vai ver que depois que pega o embalo e começa a ver os primeiros resultados, você não vai mais querer parar e a coisa vai se tornar natural, automática e a mudança nos hábitos vai se tornar rotina, a ponto de não ser mais mudança.
Enfim, o que não pode acontecer é você continuar se sentindo mal no único corpo que você tem, porque não dá pra tocar. Ainda... (talvez daqui algumas dezenas de anos).
Por Mariana Distéfano Ribeiro
Instagram, direito de imagem e perfis famosos desativados
Posted on 14 maio 2018
A gente posta foto que acha na internet o tempo todo né? E quase nunca dá créditos. Confesso para vocês que quando postam uma foto minha e não dão os créditos, dá aquela ofendida, mas, vida que segue. Lembro uma vez que vi a divulgação de um show e publicaram num site de comunicação de Macapá uma foto de um ensaio que fiz e lá a legenda era: "foto divulgação". Não sei com quem fiquei mais chateada, se foi com o site que não procurou saber se tinha créditos de imagem ou da pessoa que cedeu a foto e não deu a mínima importância para os créditos.
Frescura? Mimimi? "Nada a ver"? Pra você que pensa desse jeito, provavelmente você não trabalha com imagem, fotografia ou artes visuais que vão para este mundão da internet. Nós, profissionais que trabalhamos com imagem/fotografias damos uma atenção especial para isso, sabe porque? Porque assim nossa assinatura é disseminada, nosso trabalho, compartilhado e podem acontecer novos trabalhos, novas contratações e assim, se cria uma rede de contatos, que por intermédio daquela imagem que alguém gostou, pode também contratar um trabalho do autor. Já aconteceu também de eu ver uma foto minha sendo publicada como se fosse a própria pessoa que tinha registrado. Fiz questão de comentar: "Créditos: Camila Karina né?". Isso ai eu chamo de cara de pau ou mau caratismo mesmo. Como assim roubar a autoria de uma imagem? Que coisa pequena...
Mas, recentemente, aconteceu algo que analisei de forma positiva e a internet não está mais tão liberada assim: o instagram retirou do ar alguns perfis famosos, entre eles do Hugo Gloss, que acompanho sempre. A conta dele e de outros famosos foram suspensas por falta de créditos em fotos e uso indevido de imagem. E isso partiu de quem? Das agências fotográficas que se queixaram do uso de registros sem contrato ou autorização.
Bom, os donos das contas de instagram deram várias justificativas por meio de notas mas acredito que vale mesmo é um olhar mais minucioso em relação à imagens e créditos. Posto sempre ilustrações por aqui e dou os devidos créditos sempre que posso e quando não acho o autor, posto com muito medo de ter problemas...mas, escolhas. rs
Enfim, você que adora postar imagens lindas e sabe de quem são, coloca lá o crédito, vai?! Não te custa nada e para o autor custa muito e até rende! Já eu, espero não ter mais uma experiência do meu nome ser trocado por "foto divulgação". Todos nós, profissionais merecemos respeito. Ah se todos os canais de comunicação fizessem que nem o instagram...É um direito! E direito de imagem, man@s!
Por Camila K. Ferreira
Quem já julgou muito mal, apenas pelo que leu ou o que alguém contou, levanta a mão! Também levantei a minha. É incrível como somos influenciados, todos os dias, por opiniões alheias e íntimas, e é perfeitamente normal tomar partido, sentir comoção pelo o que o outro passou, ou um relato de alguém próximo que teve uma experiência desagradável. Ninguém deve se torturar porque se equivocou.
Afinal, todo mundo bate na tecla: "Errar é humano". Mas, pelo visto, errar não pode ser o direito de alguém que está em determinado lugar ou determinada situação. Ah, é a perfeição que precisa nortear aquilo que julgamos ter um padrão certo. Certo? Não, gente!
É engraçado que a maioria das discussões que vemos, todos os dias, está ligada ao "quebrar" os padrões de beleza, da sociedade, mas quando se trata de um determinado assunto, esta pauta fica de fora. É perfeição sim. Que bobagem! Já julguei e apontei o dedo para coisas que tive uma primeira impressão equivocada. Me envergonho, me redimo, mas o fiz. Fazer o que? Aprender a não julgar é outra lição que ninguém te ensina, só a convivência mesmo.
Abrir seus olhos e perceber as coisas, sozinha, também não é um dos atos mais fáceis de aplicar.
Bom mesmo é quando alguém já traz a bula/manual dos outros né? Não. Nunca pensei que poderia me deparar com a industrialização de personalidades ou um manual de atitudes e conveniências para determinados assuntos. Saio correndo dessa distribuição de panfletos de pessoas perfeitas, e com o discurso perfeito, que todos querem ouvir ou cumprir todas as expectativas. Quem somos nós para cobrar, exatamente, o que esperamos de alguém? Somos aqueles que apontamos e julgamos, mas quando a pimenta cai no nosso olho, pelo amor de Deus, queremos um alívio imediato e nos questionamos o motivo de tanta violência. Ah é! Mas para aquele que estava indefeso, e sem condições de começar um bom combate de palavras, atitudes, aquele sim... tem que ser punido.
E... próximo! O bom de ir amadurecendo (e não falo de idade) é que você começa a não dar a mínima para inúmeras coisas, pois você e eu, assim como muitas pessoas, estão suscetíveis a passar por um terror virtual e público. E vocês bem sabem, a internet adora um bom show dividido em vilão e herói. Mas e quem se importa demais? E quem se abala demais? Teve tempo pra pensar nisso, ou só aponta aquele dedo na cara dos outros, e foi o que deu tempo de fazer?
Ah gente, é bom lembrar que um dedo aponta pro outro, mas três voltam para o próprio corpo. E a abertura da novela "Do outro lado do Paraíso", com a música do Renato Russo, diz exatamente isso: "Tudo o que você faz, um dia volta pra você".
Por Camila K. Ferreira
Por Camila K. Ferreira
Estamos num momento em que o ativismo criou força na mídia e em todas as esferas, e isso é um fato importante que precisamos reconhecer. Até ai, tudo bem. Porém, depois de vivenciar e acompanhar muitos relatos notei que muitas pessoas têm utilizado o ativismo para maquiar seus mau-caratismos, assédio moral, amargor, entre outras coisas horríveis, tudo em nome do "ativismo".
É engraçado perceber que aquelas pessoas que falam tanto sobre igualdade, união, fortalecimento, empoderamento, são, muitas vezes, as que praticam justamente o contrário e, sinceramente, não sei bem se estão cientes ou apenas acham isso natural.
Pelo pouco que entendo sobre ativismo, ele significa uma transformação positiva e não uma enxurrada de péssimas atitudes para demonstrar poder e inteligência à custa de humilhação e menosprezo. É o tal discurso que não bate com o que a pessoa apresenta em palestra, grupos e encontros. Naqueles momentos, tudo parece lindo e cheio de bondade, mas a prática é perversa e medíocre.
O irônico é que muitas atitudes refletem exatamente o que a pessoa grita, aos quatro cantos, que é contra, que quer minimizar, que quer lutar contra e quer o apoio de todos para tornar isto um sonho real.
E qual é a realidade prática? Um cotidiano revertido de atos e palavras de opressão, discriminação e julgamentos, principalmente se a pessoa não é par, não é do convívio. Aí, esta pessoa não é digna de respeito ou empatia.
É triste! E não vou justificar tais atos porque a pessoa sofreu, porque fulano teve experiências horríveis. A frase "não se torne aquilo que te feriu" deveria ser um mantra para todos nós. Mas para quem discursa sobre igualdade, é mais do que obrigação. E posso até compreender, mas aceitar não.
Falar sobre pensamento livre é algo tão sutil, mas tem uma linha tênue entre ter opinião e usar isso como desculpa para ser uma pessoa abominável, em nome de qualquer coisa que seja. Vejam o caso do rapper americano Kanye West, que defende com unhas e dentes o pensamento livre, mas solta pérolas impressionantes de mediocridade. Um artista que usa suas palavras para influenciar da pior forma. Faço um paralelo dos ativistas maquiados com as atitudes de Kanye. Que usam seu poder de influência, de serem ouvidos para propagar seus maus hábitos e heranças emocionais tóxicas.
Torço para que cada vez mais deixemos os velhos hábitos. A arte da fala é uma das mais importantes do mundo, e meu apelo é para que façam dela uma arte que salva.
Por Camila K. Ferreira
Muito se fala em tolerância e como todo mundo quer sacramentar suas opiniões e ideias. Ué, todos queremos isso, mas cada um com seus limites e maneiras. A gente tende a pensar em liberdade de uma forma meio doida, porém nem tudo é livremente feito como gostaríamos.
Concordo plenamente que devemos ter tolerância e aprender a conviver cada vez melhor com quem pensa diferente. O que não aceito é que me forcem a ver o mundo, as coisas, as situações da mesma maneira que a pessoa expôs, pois simplesmente temos heranças emocionais e todas as outras, diferentes.
Porém, existe uma palavra que nunca mais vi ser usada; e ela não está na moda como "gratidão": a ética. Segundo o dicionário: “ética é o conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade”. E não falo de conservadorismo e sim de respeito e limites.
Não sei dizer qual o seu limite, mas sei do meu. É o primeiro passo para que as conversas, relações do dia a dia, tenham um fluxo melhor. Lembro-me da música do Raul Seixas, quando ele cantava: "Faz o que tu queres, pois é tudo da lei". E esta frase dá uma interpretação ampla de muita coisa. E na verdade, ela tem a ver com a lei de Thelema, basicamente, Lei da Vontade, uma filosofia espiritual desenvolvida por Aleister Crowley e registrado no Livro da Lei. E segundo o livro, a frase não significa fazer tudo o que quiser, sem respeitar qualquer coisa, e sim descobrir a sua única e Verdadeira Vontade e persegui-la; deixando outros fazerem o mesmo em seus únicos e próprios e caminhos. "Todo homem e toda mulher é uma estrela". Para mim, resume muito do que é ética e respeito. Quem tiver mais curiosidade sobre a Thelema, tem muita coisa aqui (link).
Tentemos ser mais éticos e aprimorar as conversas significativas. E que sua ideia e a minha possam ter a mesma importância, sem denegrir uns aos outros. Faz o que tu queres, mas não atropele o outro.
E para você, o que é tolerância?
Por Camila K. Ferreira
Eita! Semana corrida e até que o blog ta meio morno, eu sei. Mas o que impera por aqui é a espontaneidade e se não for assim, nem tenho blog. Aos poucos a gente pega o pique e vai! E chega de conversa, bora para a espiada da semana!
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| Reprodução TV Globo |
Não sou fã do Big Brother mas não vou negar que nesta edição, decorei o nome dos participantes e até acompanhei algumas transmissões. É incrível como há 18 anos o programa tem um poder de audiência e comoção como nenhum outro no Brasil. O fato é que, os realitys shows continuam sendo o laboratório de ratinhos humanos que todo mundo que ver, mas, ser mesmo, só as Kardashians. Ah, e quem ganhou foi a Gleice.
O voo Southwest 1380 da última terça-feira, 17 de abril, entrará para a história como uma calamidade. A 9.000 metros de altura, sua turbina esquerda explodiu, quebrando uma janela. A passageira Jennifer Riordan foi quase sugada para o lado de fora e acabou morrendo. Foi ruim, mas poderia ter sido ainda pior se não fosse por uma mulher que demonstrou ter nervos de aço: a comandante Tammie Jo Shults, de 56 anos. Sem perder a calma, a pilotoestabilizou a aeronave e conseguiu fazer um pouso de emergência em Filadélfia, o que lhe valeu o aplauso dos passageiros e a admiração dos norte-americanos. - El País. Espia a matéria completa aqui
Esta é a mulher maravilha, não?
Ahhhh! ‘La Casa de Papel’ terá nova temporada na Netflix. Terceira leva de capítulos, ainda com o criador Álex Pina à frente da produção, será lançada em 2019. Já comentei aqui com vocês sobre esta série. Não é uma história inovadora mas prende a gente até o fim.
Esta semana assisti o filme Straight Outta Compton que fala sobre um dos maiores gruposde rap do mundo e que revolucionaram a música com letras viscerais sobre a realidade dos negros nos EUA. Até mesmo para quem não curte ouvir o som, vale a pena conhecer um pouquinho da história. Todos os ritmos e vertentes importam, e a gente leva um tempo para entender isso.
Bom final de semana!
Por Camila K. Ferreira
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