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No próximo domingo, 5, no Container Food Park, a partir das 17h, é dia de feira: A Feira da Colab! E não é aquela feira que você está acostumado, é uma proposta diferente, com artistas que fazem tudo à mão, com produtos que vão desde óleos à cadernos artesanais.
Todos os expositores são da cidade de Macapá e estarão na Feira da Colab para mostrar e compartilhar um pouco do trabalho de pessoas que colocam literalmente energia e as mãos em tudo que fazem.
Durante o evento, o sonzinho bom fica por conta da cantora Michelle Maycoth.
A iniciativa é Maykon Valente, Rosanny Sousa e Ingrid, que convidaram os artistas com objetivo de incentivar e reunir os pequenos e jovens empreendedores da cidade.
Então, agora você já tem uma opção cheia de cultura e arte para este domingo. A entrada é franca!
E claaaro que estarei lá vendendo meus livrinhos artesanais
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Quer saber mais sobre quem vai expor? Acessa aqui no instagram: @feiradacolab
No próximo dia 15 de junho, a partir das 19h, na galeria Antônio Munhoz Lopes na unidade Sesc Araxá, o Sistema Fecomércio, por meio do Sesc Amapá realiza a vernissage da exposição “Minhas Águas Tucuju” do artista Jeriel Santos.
A exposição celebra a importância e a exuberância do rio Amazonas na vida cotidiana ribeirinha, é caracterizada pela pop art tucuju estilo ousado que expressa na vibrante paleta de cores o homem e a natureza. Onde as histórias se conectam harmonicamente nas obras e seus personagens são representados em uma linguagem simplificada, já que vem do cotidiano o cenário para a composição policromática.
A exposição Minha Águas Tucuju segue no período de 18 de junho a 27 de julho, com visitações públicas de segunda a sexta-feira, no horário das 9h ás 11h e das 15 às 17h.
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| Foto: Instagram pessoal de Jeriel |
Jeriel
É natural de Macapá (AP), artista plástico formado em artes visuais pela Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), é considerado um dos principais artistas contemporâneo amapaense e vem se destacando no circuito da arte pela riqueza de cores e temática regional presente nas obras. Na década de 1990, em sua infância, se fascinou com as histórias contadas por dona Maria José, mulher simples, ribeirinha, sua mãe, certamente uma de suas fontes de inspiração, que expressa à força da floresta amazônica e do povo caboclo, guerreiro e admirável.
Informações do instagram de Jeriel

A correria tava grande e o blog deu uma pequena pausa, mas já voltamos com nossa programação normal e espia só a novidade: O lançamento da =loja virtual da Pimenta Ilustra, da artista Karen Pimenta. O evento acontecerá no dia 18 de maio, às 19h, no Empório Café Postal (aqui já falamos deste empreendimento) Fizemos uma entrevista muito linda com ela que você confere aqui.
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| Karen Pimenta ( Foto: Camila K.) |
E tem novidades que durante a semana a gente conta! E o blog é super parceiro deste evento e espera todos vocês lá!
Então anota na agenda, no coração, mas não esquece: Dia 18 de Maio, vamos nos encontrar pra dar aquele xêro e lançar a Loja Virtual Pimenta Ilustra - Karen Pimenta
Serviço:
Lançamento da Loja Virtual Pimenta Ilustra
Data: 18 de maio
Hora: 19h
Local: Empório Café Postal ( R. Odilardo Silva, 2374 - Central)
A entrevista desta semana é com a artista macapaense com uma pitada do Pará, Carla Antunes. Ela tem 27 anos e trabalha como
educadora, agente cultural independente,
realizadora audiovisual independente e como ela mesma se define: "totalmente dependente do uso de arte
para se expressar…". Ufa, muitas coisas! E ela tem muito a dizer. Espia a conversa que tivemos, cheia de informações importantes, para que você conheça mais desta artista.
Espia: Seus trabalhos ficaram
conhecidos pouco a pouco com exposições alternativas. O que você pretende
transmitir com eles?
Carla: Égua! Nem sabia que eram
conhecidos...rsrsrs. Bom, comecei a expor no Espaço Aberto, em 2008, totalmente
sob pressão de um amigo da época, já que até então eu tinha muita vergonha de
mostrar qualquer coisa que eu fazia nesse sentido. Essa vergonha tinha a ver
com o fato de a partir de uma certa idade eu ter começado a usar as expressões
artísticas pra lidar com meus abismos e labirintos internos, daí me parecia
muito íntimo tudo o que eu criava o que fazia com que me sentisse meio nua com
a possibilidade de (me) expor, mas, depois que expus pela primeira vez, vi que
o que fica óbvio pra mim nem sempre fica sequer compreensível pra quem observa,
e que sempre há naquele que vê, o peso de sua subjetividade tentando fazer um
gancho com a sua própria realidade, então fui relaxando com essa ideia e até
gostando bastante das trocas que acontecem através da socialização dos
trabalhos. Não tenho um algo específico a transmitir com as coisas que faço, na
maioria das vezes eles são formas de trabalhar meus próprios monstros, ou seja,
são na verdade bem egocêntricos até (falo principalmente dos desenhos
aqui). Quase sempre rola um tom
melancólico, de estranheza, solidão… Mas não é uma mensagem intencional, é
aquilo da gente só oferecer o que tem mesmo. E isso é o que eu tenho, o que eu
sou… A parte de levar a público sai de brinde, digamos...rsrs
Espia: Como você avalia o cenário
artístico de Macapá nos últimos anos?
Carla: Bom, eu vejo arte como algo que
transcende o universo oficial da arte, entendo que a arte é uma habilidade do
ser humano, coisa de gente. Nós cantamos, dançamos, pintamos e encenamos desde
os primórdios da humanidade, então me incomoda pensar na arte dentro dos
limites das “cenas de arte” por que uma parte muito grande fica de fora… Então
vou falar o que acho a partir dessa
premissa. Acho que Macapá, e o Amapá como um todo, tem uma gente muito potente,
que dentro ou fora de circuitos oficiais é pouco estimulada a se expressar
artisticamente e a consumir produções artísticas.Sou professora de artes e várias
vezes já me peguei triste com o desprezo
que o fazer artístico recebe por muitos jovens macapaenses, o que claro não se
separa do fato de não haver políticas públicas voltadas para a expressão
artística da juventude ou mesmo qualquer
outro tipo de expressão desta parcela
tão importante da sociedade que é a maioria por aqui.
Somos um estado que nasceu de
outro e percebo que por conta disso a cultura e identidade local constantemente
apresenta crises existenciais, pois não somos Pará, mas viemos de lá, então a
origem é a mesma, temos em comum, entre outras coisas, muitos hábitos,
estéticas, expressões e linguagens e esse fato diz muito de nossa história e
cultura apesar de ser ignorado e esvaziado por aqui, talvez falte a gente
enquanto macapaense olhar mais fundo pra gente mesmo, nossa história, nossas
realidades atuais, nossa gente e se apropriar disso como vem fazendo o Pará de
forma muito bonita.
Os últimos anos são também os
anos em que comecei a me entender melhor enquanto ser social e a ter contato
com a cena local, então nem me sinto com uma visão tão ampla da coisa a ponto
de traçar uma avaliação da cena da arte daqui. Mas um fato é que eu gostaria
que a arte /cultura indígena ocupasse o espaço que é dela enquanto uma das
culturas originárias de nosso estado e do nosso país, sinto muita falta dessa
referência que é uma bagagem que nos constitui e creio que apagar ou ignorar
essa dimensão da arte e cultura brasileira é apagar um pouco da gente. Já tive
alguns alunos indígenas e foi surpreendente e triste pra mim entender que
muitos deles tinham vergonha de afirmar suas identidades, preferiam evitar
falar seus sobrenomes que revelavam suas etnias e não respondiam com orgulho
sobre os contextos de suas origens quando indagados. São pontos a serem
superados, não só em nossa cidade.
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| Ilustração vencedora do concurso de desenho promovido pelo Pela e Pergaminho em 2017 |
Creio que pela pouca idade do
Amapá as políticas públicas voltadas ao estímulo e fomento da arte sejam tão
raras (ou seriam inexistentes?) e isso faz com que recaia para as iniciativas
independentes muito da força da expressão artística local atual, os movimentos
alternativos, grupos, espaços artístico-culturais como o Espaço Caos - Arte e
Cultura, a Casa das Palavras, a Casa Fora do Eixo, agora mais recente o Ateliê
Índigo, o Traço Simples Ateliê de Arte, o Festival Imagem-Movimento, o
Liberdade ao Rock, o Sereia-abacaxi, a Casa Circo, o falecido Catita Clube,
inúmeros grupos de teatro, inúmeras bandas, grupos de dança, performance,
galera do rap, do grafitte, contadores de história, realizadores audiovisuais
independentes, etc. Isso acaba sendo muito fértil, por um lado, porque é nessa
dimensão do produzir autônomo que se cria com mais liberdade e se busca
construir projetos que surgem da nossa realidade, fazem sentido em nossos
contextos e são repletos de significados pra gente enquanto macapaense. Claro
que há muito o que caminharmos, como enfatizei no início, mas também vejo esse
quadro como um motor para o surgimento de mais e mais iniciativas na área. O
difícil é manter o pique para conseguir dar longevidade a essas iniciativas
independentes, visto a gama de missões que acabamos precisando dar conta.
Acho importante ressaltar aqui
que, como sabemos, estamos vivendo tempos de cólera e muita ignorância no
Brasil e no mundo, e creio que se faz extremamente necessário que estejamos
juntos (enquanto arteiros, artistas, educadores, fazedores de cultura, e todo
mundo) por que ao que tudo indica a porrada vai ser “seca” e não pensemos que
em nossa cidade vai ser diferente. A arte sempre abriu espaço pras lutas, espero que a gente
encontre nela, mais uma vez, um porto seguro pras tempestades vindouras. Já tem
infinitas tretas rolando, não vai ser fácil… Fundamental estarmos atentos e
dispostos!
Espia: Quais suas influências e o que
mudou desde os primeiros trabalhos?
Carla: Sempre fui muito atenta a coisas
minúsculas, detalhes, então linhas sempre me chamaram muita atenção… A
brincadeira do Paul Klee com as linhas, as linhas errantes do Egon Schiele, as
formas malemolentes do Klimt e a melancolia dos rostos do Modigliani, me
inspiraram bastante em algum momento da minha formação… Desenho desde sempre,
(como todo mundo rsrs), mas continuei a desenhar ao passo que fui crescendo
(como a maioria das pessoas que desenham adultas..rsrs) durante muito tempo fiz
exercícios de observação, busquei produzir desenhos realistas, por quê parecia
que era o que eu deveria fazer, estudei um ano no Cândido Portinari quando
tinha 12 ano. Me aprimorei bastante até, mas o fato é que eu demorava horrores
tentando desenhar as coisas de forma realista e aos poucos fui percebendo que
os impulsos que me levavam a criar eram urgentes demais pra eu ficar não sei
quantos dias desenhando uma coisa só é esses impulsos eram também abstratos ou
amorfos demais, fui então percebendo, num processo devagar de autodescoberta,
que o imperfeito conversava mais com o que eu sentia, e acabei me encontrando
na feiura mesmo, deixei a boniteza pra quem saca de verdade disso… rsrs No
geral, tudo que me toca me influencia de alguma forma, independente da
linguagem, músicas, filmes, histórias, textos, conversas, fotografias, a
cidade… E aí como eu me expresso com a linguagem que tiver ao meu alcance, seja
audiovisual, desenho, foto, colagem, escrita, eu acabo jogando tudo numa
espécie de liquidificador imaginário aqui dentro e as poucos vou colocando pra
fora o resultado dessa mistura em forma de trabalhos.
Espia: Agora você também assumiu a
arte de ser mãe, o que você sente que influencia no processo criativo?
Vamos lá, vou tentar não escrever
um livro aqui... rsrrs Bom, tudo isso que eu escrevi acima foi levando em conta
a Carla de até o final do mês de setembro de 2016. De lá pra cá, vem surgindo
em mim uma outra pessoa, que desconheço quase completamente (sério mesmo). A
experiência de ter a Cecília tem sido
surreal pra mim, ainda não entendi como as pessoas se acostumam com isso de
gerar alguém! Bom, a verdade é que os 3 primeiros meses são chamados de extero
gestação por alguns estudiosos por que são como uma extensão da gravidez, mas
com o bebê junto contigo aqui fora. E nesse período tu te tornas praticamente
uma árvore amamentadora, principalmente se optar por amamentar em livre
demanda, ou seja, quando o neném solicita (que é quase o tempo todo), e aí, ao
mesmo tempo em que eu tava quase explodindo de tanta coisa nova, turbilhão de
hormônios, perspectivas loucas na mente (ou seja, doida pra produzir) eu não
tinha como criar nada, por questões fisiológicas do início da vida da minha
filha e até minhas, já que fiquei com anemia profunda após o parto. Foi difícil
aceitar esse período ou pelo menos compreender o que tava rolando, até porque a
mente sofre uma espécie de reset, você se esvazia completamente em algum
momento de tanto não poder fazer o que gostaria, foi um pouco perturbador pra
mim não ter como criar enquanto isso, mesmo com todo o suporte do Alexandre e
da minha família...
Bom, atualmente a Cecília tá com 8 meses e meio, eu já
voltei a trabalhar na escola e tô confirmando que é uma loucura isso de ser
mulher, ter sua autonomia profissional e se tornar mãe hoje. Vi num Instagram
um cartaz que dizia que ser mãe hoje, é ter que trabalhar como se não tivesse
filhos e cuidar dos filhos como se não tivesse um trabalho… Acho que resume
bem. Eita, acho que nem respondi a questão inicial, mas quis dizer que
infelizmente eu ainda não consegui retomar meu ritmo de criação, fiz alguns
poucos rascunhos de desenhos, mas o que mais eu consegui fazer foram as coisas
que podem ser feitas através do celular, tipo: acrescentar cenas num roteiro de
um curta que tô escrevendo, criar um argumento pra um clipe, e escrever,
escrever, escrever (nunca amei tanto um celular na vida, está sendo muito útil)
e aí até criei um perfil no Instagram, onde só tenho postado coisas antigas que
já estavam postadas no meu Flickr, fiz pra eu não esquecer das coisas que
transbordam em mim, da minha necessidade de criar e do meu amor por isso, mesmo
que eu não esteja conseguindo produzir quase nada no momento. Ah, no ano
passado consegui fazer uma série de
fotos que chamei de Via Láctea, as fiz no alto da minha dificuldade em lidar
com as dores da amamentação e com a impossibilidade de sentar num canto e desenhar,
foi a principal criação minha pós
Cecília e a temática se voltou
completamente pra esse nosso momento. Ter tido uma filha com certeza vai
transformar muita coisa mas minhas criações artísticas, até por que eu já não
sou a mesma, mas, por enquanto, fico no aguardo de saber como vai ser isso
exatamente, por quê eu também ainda não sei já que a Cecília em si tem sido
minha principal obra.
Espia: Cite três coisas que
atualmente você não dá a mínima
Carla: Égua, essa foi a mais difícil de
responder… Acho que não consigo não dar a mínima pra nada, isso até se torna um problema em vários momentos…
rsrs Mas, só me vem em mente que atualmente não vejo problema nenhum em comer
comida “babada” ou de pegar em cocô… rsrs É isto.
---
Texto que Carla Antunes escreveu quando soube da gravidez e bateu o medinho:
‘Quanto tempo alguém é capaz de permanecer sentado sobre as sombras de sua própria solidão? De que matéria são feitos esses dias tão pesados que passam tão l e n t o s como quem nem gostaria de passar? Quantos demônios cabem nessas horas seculares em que tudo cabe mas nada convém? Quantos anos passaram-se hoje? Quantos terão passado até junho do ano vindouro? Quantas eus passarão até lá? Pode dar à luz quem só conhece à sombra? Onde a centelha divina? Onde o eu maior? Onde fui parar que não me encontro? Entrei em coma ontem e não consigo acordar. É escuro e devagar aqui. Ouço ao longe muitas vozes. Gosto da experiência de passar o dia a ouvir o silêncio, de não traçar palavra alguma, de não produzir som nenhum, de só ser e escutar. Há tanto lá fora e eu insisto em entrar. Mais um tanto de hectares inexplorados a descobrir. Sem asas desta vez... Com todas as forças que minha pequenez pode ter, com toda a densidade que a carne do meu coração carrega e todo o sentimento que possa caber em meu útero. Eu te enxergo e te abraço, peso de tudo o que não me é conhecido. Abismo do desconhecido, não sem medo, te digo: vem!
Para conhecer mais das várias artes de Carla Antunes, espia aqui:
Ela também tem um blog: www.inigmivel.blogspot.com e faz Video: “Quedas e quedares”:
https://youtu.be/gKUOevt6GtQ
Por Camila K. Ferreira
In amapá arte desenho Entrevista
Ed Art - papéis, lápis, desenhos e rock´n roll
Posted on 17 janeiro 2018
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| Ed Art se inspira no cinema de terror, rock´n roll e subcultura para desenhar |
Arte é algo tão amplo e que toca cada pessoa de uma maneira diferente e além disso, você consegue olhar um pouco da alma do artista e as mensagens que ele passa conscientemente ou não. Quando você observa os trabalhos de Ed Art, este artista com raizes santanenses ou como ele mesmo diz, Santana City, Amapá, é possivel se conectar com um mundo criativo, underground e cheio de personalidade. Me encantei! É claro que depois de admirar toda a galeria de desenhos que ele tem no instagram, não podia deixar de conhecer mais de Edvaldo do Nascimento Carvalho, conhecido como Ed Carvalho ou Ed Art, 31 anos.
Espia a conversa que tivemos e conheça um pouco mais do ser/alma/arte/humano.
Espia: Como foi que o desenho começou a ser parte da sua rotina?
Ed: Eu desenho desde muito jovem. Era uma criança produtiva, criativa, apesar de ser muito tímido. Acho que a arte já nasce com a pessoa e ela busca formas de externá-la. Apesar de minha família ser origem muito (muuuuito) humilde, minha mãe sempre deu um jeito de me comprar materiais, ainda que fossem os mais baratos. Cresci então entre papéis, lápis de cor, giz de cera, canetas...eu passava (literalmente) o dia todo desenhando.
Espia: Você chegou a estudar arte / design ou é autodidata?
Ed: Eu sou formado em Artes Visuais, pela Unifap, mas quem fez o curso sabe que ele é muita mais teoria do que prática. Porém conhecer sobre a história da arte e as técnicas, a filosofia, os materiais da arte, tudo isso me acrescentou como artista. Ainda assim eu me considero autodidata por ter começado a praticar desenho desde criança, como relatado anteriormente.
Espia: De onde vem a inspiração de traços mais undergrounds?
Ed: Essa preferência estética vem muito do meu gosto musical. Eu desde muito jovem ouço rock e música alternativa num geral. Vem também do cinema de terror, da literatura fantástica e do meu fascínio pela subcultura em geral. Até na hora de me vestir eu prefiro o preto e branco, uma imagem um tanto quanto diferente em meio á multidão. Mas o projeto do instagram @edart86 em si é uma válvula de escape. Estou passando por uma fase difícil de minha vida e eu joguei o peso das angústias em cima da arte. Sinto-me mais leve quando desenho algo que eu quero repassar ao mundo, o que me atormenta, me incomoda. Tenho abordado até mesmo sobre o empoderamento feminino (um pouco, pois sou homem e não me acho capaz de saber como as mulheres pensam). Isso tudo combina com a estética underground. Eu passei quase 8 anos sem desenhar. Um dia disse à uma namorada: eu desenho sabia? Desenhei uma caveira e ela disse que meu desenho tinha personalidade. Eu fui fazendo desenhos neste estilo e guardando numa caixa. Ela me disse então que o mundo merecia ver isso. De início eu achei isso absurdo, por considerar uma arte estranha (risos). Não demorou para muita gente curtir, comentar, compartilhar. Estou feliz por conversar com as pessoas através da arte. Agradecerei sempre à esta pessoa que me incentivou a divulgar minhas ilustrações.
Espia: Conta um pouco do seu processo criativo. Você demora quanto tempo em média para finalizar cada trabalho?
Ed: As pessoas não acreditam, mas geralmente levo de meia à uma hora. Eu fiz uma transmissão ao vivo pelo instagram mostrando o passo a passo. É bem básico. Uso papel especial, nele eu faço o rascunho à grafite ou lápis 2b. A seguir eu uso ou a caneta de Ponta porosa 1,0 m, ou 0,4, 0.7, dependendo do desenho. Sempre faço um contorno externo com a Staedler 1.2 e por fim uso vários tipos de marcador permanente preto para preencher as áreas que deveriam ter cor.
Espia: Quais são as suas principais influências? Elas são as mesmas desde a época que você começou até hoje em dia?
Ed: Minhas influências mudaram muito. Eram no começo o univero das HQs. Hoje eu me inspiro nos desenhistas underground que vejo pelo instagram, nos surrealistas, nos tatuadores que fazem blackwork (trabalho em preto) e nas imagens mentais que eu formo ouvindo rock, metal e música em geral.
Espia: Tem novos projetos ou exposições em vista? Conta para a gente.
Vou ser bem sincero quanto a exposições. O Amapá ainda está na era das cavernas do pensamento artístico. Aqui, se você não pinta paisagens ribeirinhas você não tem vez. Somos miseráveis em fomento a cultura e ficamos presos a uma ou outra programação com cartas marcadas, todas as vezes. Eu vejo uma pequena revolução nos coletivos underground, na galera que tá lutando aí pelos submundos da vida. Quem sabe por estes caminhos eu organize uma exposição. Mas não faz partes dos planos agora. Quanto a novos projetos, eu já iniciei a venda de camisetas. Tá daquele jeito (risos) tudo muito punk ainda, mas logo vou me organizar. Tenho uma parceria com a Carol Pessoa e em muito breve as pessoas terão novidades aí.
Espia: E quem quiser um desenho exclusivo ou saber mais de você, pode acessar onde?
Ed: Quem quiser, acesse por favor o instagram @edart86 instagram.com/edart86 e me chame no direct. A pessoa tem mais de 200 opções de ilustraçoes para comprar ou pedir que esta seja estampada numa camiseta. Se quiser pode sugerir uma ideia que eu a desenharei. Eu amo desenhar. Acessem lá! Agradeço de coração ao blog pelo interesse em me entrevistar. Agradeço aos meus seguidores e ao carinho que têm por mim. Agradeço ao apoio e incentivo de minha família e amigos e agradeço acima de tudo a Deus pelo dom da arte. É isso aí, galera. Fé em Deus e Rock N Roll.
Nota do blog : Ed, nós que agradecemos por nos salvar todos os dias com sua arte!
Por Camila K. Ferreira
Deejota: um apaixonado pelo universo do grafite que acredita no poder das cores para melhorar o dia.
Posted on 04 outubro 2017
Conversei com Deejota virtualmente mas conheci o trabalho
deste jovem de 19 anos pelo instagram. No trabalho dele você encontrará cores vibrantes, traços marcantes e
muita criatividade! E o melhor de tudo, ele compartilha o talento aqui em
Macapá. Confira a entrevista e se encante com mais um de nossos talentos que
estão espalhados na cidade e até em outros países.
Q: Como aconteceu o contato com a arte do grafitte?
D: Fui morar em Curitiba
com 12 anos onde eu tive o contato com a pichação por ser muito comum no
bairro, me mudei pra Macapá em 2015 mas foi só em 2016 que conheci o meu
"irmão de tinta" Zion, e ele me mostrou que fazia um espécie de
pichação ainda ilegal mas colorida que seria o "grafite " comecei a
andar com ele e me apaixonei por esse universo.
Q: Qual mensagem você acha que o grafitte pode transmitir para as pessoas?
D: Cara, isso depende
muito da ideia que o grafiteiro quer passar, mas uma coisa que eu acredito é
que impendente do desenho, aquela arte ali na rua que vai fazer uma diferença no dia
de quem passar e olhar. Eu acredito que as cores transmitem sentimentos e isso
pode fazer o dia de alguém melhor.
Q: E para os amapaenses, o que você tem sentido de resposta para este trabalho?
D: Eu comecei a minha
arte aqui então não posso comparar com outros lugares, mas tenho recebido muito
mais elogios do que discriminações é isso já é muito importante pra mim.
Q: Quais suas inspirações e referências?
D: Tenho muitas, mas os
mestres da arte de rua pra mim são "osgemeos" minha primeira
inspiração e referências e ae vem vários outro que eu preciso ver uma arte
deles todos os dias tipo: ignoto, crânio, finoki, marcelo eco, nunca. Esse são
alguns dos que me inspiro muito não só na arte mas também como pessoas.
Q: Como você avalia o mercado de trabalho para a arte do grafitte?
D: Cara, antes de tudo eu
faço pra mim, porém eu gostaria de transmitir alegria. Existem grafite de
protesto, grafite de reflexão, grafite críticas... Eu não gosto de rotular meu
trabalho apenas faço meu momento de prazer e espero que seja o de quem estiver
olhando. E se as pessoas não se agradarem, vou seguir fazendo do mesmo
jeito. O mercado de trabalho
tem várias portas, muitas até. No entanto, a maioria não valoriza, muitos querem
um grafitte bonitinho no quarto na sala, mas quando se fala de valores a maioria
desmerece por que acha eu não vale aquilo, sabe ?
Q: E o cenário amapaense da arte de rua? O que você prevê para ele?
D: O cenário
amapaense desde que eu cheguei aqui tem crescido muito, e todos seguirem nessa
caminhada eu prevejo grande "bum" a cena tá com tudo pra crescer mais e mais!
Q: Para quem se interessa e ainda noa sabe por onde começar, onde ou como as pessoas podem ter mais informações?
D: Se formou a umas duas
semanas um grupo no watsapp que conta com vários artistas de peso. Algo público desconheço, se alguém tiver interesse e eu
puder ajudar podem me chamar por qualquer rede social nelas tem meu telefone
também. Tudo que eu puder fazer pra arte de rua crescer farei.
Q: Quais seus projetos futuros?
D: Meus projetos com a
arte não tem fim, focar nos estudos e expandir minha arte pelo mundo. Esse é o
foco enquanto tiver um lugarzinho sem cor lá noix vai tá tacando tinta.
Para conhecer mais do trabalho de Deejota, acessa aqui
Bom, como amante de filmes de terror e suspense e suas variações dark, senti a necessidade desse poster de utilidade pública para os amantes de filmes mais sombrios hahahah os filmes que to indicando são facilmente encontrados na Netflix ou na internet porque são na maioria lançamentos entre 2024-2017, eu acho que todos estão ainda disponíveis lá, então sem dor de cabeça e horas na internet procurando... vamos as indicações:
O Que Fazemos Nas Sombras (What We Do In The Shadows)
Esse se tornou um dos meus filmes favoritos de vampiros de todos os tempos ahahhah já nasceu clássico e me admira que pouca gente conheça, ainda. Uma comédia grotesca ao estilo documentário sobre o dia-dia de quatro vampiros que dividem uma casa obscura, mostra como cada um foi parar ali com muito humor negro, piadas bem tiradas zoando outras franquias e as aventuras deles pra conseguir vitimas e sobreviver no mundo moderno.
Raw

Esse foi indicação de uma amiga minha, vi e amei muito.
Tá mais para um estilo gore, cannibal que terror em si. Tem muitas cenas que dá um nojinho e causa espanto. Ao redor do filme as sessões causaram mal estar em muita gente...
Conta a história de uma garota chamada Justine, iniciando a faculdade de veterinária, ela passa pelo trote de calouros e começa acontecer coisas estranhas no comportamento dela especialmente na forma como ela vê as pessoas e a carne. Ao longo do filme ela vai se descobrindo com a ajuda da irmã que também partilha dos gosto estranhos. O filme tem várias interpretações pessoais, é bem aberto essa questão, mas pode bem tratar de forma muito interessante e metafórica dos conflitos do despertar da sexualidade, da banalização da carne animal e do instintos primitivos do ser humano. Além de ser um filme super bonito visualmente e com uma trilha sonora interessante.
A maldição da Floresta
Eu sou muito a apegada aos posters dos filmes de terror, me julguem kkkk amei muito os desse filme e por isso me interessei a ver, mas até que esse não foi uma decepção e ficou só pela capa bonita, é um bom filme. Não chega a ser espetacular.
É uma narrativa mais pro lado do suspense, dá uns bons sustos hahaah conta a história de uma família inglesa que vai viver em uma casa no meio da floresta na Irlanda(e que lugar bonito de ver), uma mãe, um bebê e um pai muito curioso que adentra floresta pra estudar e descobre uma substância estranha em um cervo morto. Entrando na floresta ele acaba levando pra dentro de casa essa substancia e despertando a fúria de seres demoniâcos que vão aterrorizar toda a familia e tentar levar o bebê a qualquer custo, na "gringa o filme se chama "El Hijo del Diablo" pelo que entendi esses seres roubam as crianças dos habitantes locais. Segue bem no estilo lenda europeia e por isso é interessante de ver.
Bye Bye Man
No estilo Babadok ( quem não viu veja, adoro esse filme, segue um terror mais psicológico e metafórico), bem na linha de terror dos anos 2000, onde três jovens vão morar numa casa e são perturbados por uma entidade que vive lá, conhecida como "Bye Bye Man". Causando um terror psicológico nos inquilinos vai deixando cada uma mais loucos e desconfiado do outro. Como já fala o titulo do filme, não se pode falar sobre a tal criatura pra ninguém pois ela sobrevive assim e faz mais vitimas conforme seu nome se espalha.
Neon Demon
Um filme que faz uma critica assustadora sobre a industria da moda e da beleza atualmente( ainda vou fazer um outro texto falando disso mais abordando esse tema moda) A premissa do filme é sobre uma jovem garota do interior que sonha fazer sucesso no mundo da moda. Logo de inicio ela faz alguns contatos e se vê questionada se prefere ser: "comida ou sexo".
Ao longo de filme vamos entender esse questionamento que se torna enredo principal do filme que é cheio de metáforas ocultas e cenas simbólicas quee acaba sendo um tanto chocante no final. Não chega a ser um filme de terror, tá mais para o suspense mas vale a pena assistir.
O Que Fazemos Nas Sombras (What We Do In The Shadows)
Esse se tornou um dos meus filmes favoritos de vampiros de todos os tempos ahahhah já nasceu clássico e me admira que pouca gente conheça, ainda. Uma comédia grotesca ao estilo documentário sobre o dia-dia de quatro vampiros que dividem uma casa obscura, mostra como cada um foi parar ali com muito humor negro, piadas bem tiradas zoando outras franquias e as aventuras deles pra conseguir vitimas e sobreviver no mundo moderno.
A direção é da dupla Jemaine Clement e Taika Waititi, ambos atuam no filme e o ultimo, com visibilidade do filme foi chamado pra fazer nada mais, nada menos que Thor Ragnarok, motivos pelo qual até me animo em ver esse último filme da franquia, já que o cara manda muito bem. E a prova é esse filme que nos prende do inicio ao fim e deixa saudades já nos créditos finais. Fica aquela sensação que deveria virar série de tão bom que é.
Raw

Esse foi indicação de uma amiga minha, vi e amei muito.
Tá mais para um estilo gore, cannibal que terror em si. Tem muitas cenas que dá um nojinho e causa espanto. Ao redor do filme as sessões causaram mal estar em muita gente...
Conta a história de uma garota chamada Justine, iniciando a faculdade de veterinária, ela passa pelo trote de calouros e começa acontecer coisas estranhas no comportamento dela especialmente na forma como ela vê as pessoas e a carne. Ao longo do filme ela vai se descobrindo com a ajuda da irmã que também partilha dos gosto estranhos. O filme tem várias interpretações pessoais, é bem aberto essa questão, mas pode bem tratar de forma muito interessante e metafórica dos conflitos do despertar da sexualidade, da banalização da carne animal e do instintos primitivos do ser humano. Além de ser um filme super bonito visualmente e com uma trilha sonora interessante.
A maldição da Floresta
Eu sou muito a apegada aos posters dos filmes de terror, me julguem kkkk amei muito os desse filme e por isso me interessei a ver, mas até que esse não foi uma decepção e ficou só pela capa bonita, é um bom filme. Não chega a ser espetacular.
É uma narrativa mais pro lado do suspense, dá uns bons sustos hahaah conta a história de uma família inglesa que vai viver em uma casa no meio da floresta na Irlanda(e que lugar bonito de ver), uma mãe, um bebê e um pai muito curioso que adentra floresta pra estudar e descobre uma substância estranha em um cervo morto. Entrando na floresta ele acaba levando pra dentro de casa essa substancia e despertando a fúria de seres demoniâcos que vão aterrorizar toda a familia e tentar levar o bebê a qualquer custo, na "gringa o filme se chama "El Hijo del Diablo" pelo que entendi esses seres roubam as crianças dos habitantes locais. Segue bem no estilo lenda europeia e por isso é interessante de ver.
Bye Bye Man
No estilo Babadok ( quem não viu veja, adoro esse filme, segue um terror mais psicológico e metafórico), bem na linha de terror dos anos 2000, onde três jovens vão morar numa casa e são perturbados por uma entidade que vive lá, conhecida como "Bye Bye Man". Causando um terror psicológico nos inquilinos vai deixando cada uma mais loucos e desconfiado do outro. Como já fala o titulo do filme, não se pode falar sobre a tal criatura pra ninguém pois ela sobrevive assim e faz mais vitimas conforme seu nome se espalha.
Neon Demon
Um filme que faz uma critica assustadora sobre a industria da moda e da beleza atualmente( ainda vou fazer um outro texto falando disso mais abordando esse tema moda) A premissa do filme é sobre uma jovem garota do interior que sonha fazer sucesso no mundo da moda. Logo de inicio ela faz alguns contatos e se vê questionada se prefere ser: "comida ou sexo".
Ao longo de filme vamos entender esse questionamento que se torna enredo principal do filme que é cheio de metáforas ocultas e cenas simbólicas quee acaba sendo um tanto chocante no final. Não chega a ser um filme de terror, tá mais para o suspense mas vale a pena assistir.
In arte Entrevista Macapá Moda
Cores, atitude e muito estilo são as marcas do trabalho de Ana Gato
Posted on 17 agosto 2017
Conversei no final de semana com a artista, formada em design: Ana Gato, de 24 anos, Belém do Pará, que já chama atenção pelo estilo, mas logo que você conhece o trabalho que ela desenvolve na pintura, sente que esta macapaense de coração tem talento para voar mais alto. Ela recentemente participou do projeto "Logo Gallery da Dumond para representar o Norte, para desenhar e pintar o logo e a customizar os calçados dos convidados durante o evento. Foram seis artistas participantes, de cada região do Brasil. Orgulho!
Já conhecia o trabalho da Ana e além de talentosa, criativa, ela tem muita personalidade e sabe o que quer. Dá uma conferida na entrevista e no ensaio fotográfico especial para o blog!
Q: Conte um pouco do inicio da sua trajetória no meio artístico, neste caso, a pintura
A: Eu comecei a desenhar na escola, atrás dos meus cadernos e fazia isso o tempo todo. Eu já sabia que queria trabalhar com arte pro resto da vida, mas não sabia exatamente como. A minha mãe sempre foi grande incentivadora e um pouco depois de eu entrar na faculdade de Design, ela me presenteou com um estojo de lápis de cor aquareláveis que tinham sido dela quando ela estava na faculdade de arquitetura. Rapidamente eu passei de desenhos em preto e branco para desenhos coloridos e o que mais me impressionou foi a diferença enorme, as cores se destacavam e me causavam um sentimento de "dever cumprido" que eu nunca tinha experimentado só com os desenhos preto e branco. Depois disso eu comecei a testar uma infinidade de materiais, desde aquarela, pastel, tintas, carvão, qualquer coisa onde eu pudesse descobrir novos resultados. Passei até por uma fase de mini-esculturas em polymer clay - que parei de fazer quando comecei a trabalhar com design e tive cada vez menos tempo.
A pintura veio por acaso. Eu nunca tinha tentado nada em tela porque achava que precisaria estudar muito mais antes, até que veio o convite de um empresário local - que acompanhava os meus desenhos pelas redes sociais. Ele perguntou se eu gostaria de expor uns quadros na sorveteria dele e eu topei de imediato. Marcamos a data e eu comecei a pintar as 12 telas que compuseram a exposição Miarte, que aconteceu de Dezembro de 2016.
A experiencia de pintar as telas, mesmo sendo completamente diferente de pintar em papel, era como estar em casa. Quase que natural e super confortável. Hoje, consigo me sentir dessa forma quando estou pintando na maioria das superfícies.
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| Foto: Camila K. Ferreira |
Q: Você já tem um trabalho reconhecido no mercado amapaense. Como foi o processo para conseguir um espaço neste área tão disputada?
A: *rindo de nervoso* É muito estranho pensar em mim mesma dessa forma, mas eu acredito que o reconhecimento vem do trabalho e persistência. Eu comecei a trabalhar com design logo que entrei na faculdade, o que era incrível já que eu estava aprendendo na prática muitas coisas que eu via na universidade mas me deixava com pouquíssimo tempo pra me dedicar às pinturas.
O curso de design não é focado na arte, e sim na concepção e desenvolvimento de projetos. A arte é um fator secundário. Resumindo, mesmo trabalhando dois horários e fazendo faculdade a noite, eu arrumava um tempo de desenhar qualquer coisa que fosse simplesmente porque eu precisava desenhar. Não era a rotina dos sonhos e muitas vezes eu falhava, mas foi o caminho que eu segui que me trouxe até aqui. Comecei desenhando artistas que me inspiravam, personagens de filmes e alguns desconhecidos, sempre compartilhando no facebook e instagram, e naturalmente eu passei a receber encomendas.
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| Foto: Camila K. Ferreira |
Q: Quem é a Ana Gato por meio dos seus trabalhos?
A: Acho que dá pra perceber bastante da minha personalidade nos meus desenhos, principalmente através da expressão e das poses retratadas. Eu sempre busco pela essência da pessoa e não apenas a estética.
Q: Qual o foco do seu trabalho? E como você enxerga o presente/futuro dele?
A: Na verdade eu nunca parei pra pensar muito sobre isso, porque, como sempre foi natural pra mim, eu só esperava a oportunidade de poder viver desenhando, trabalhar com isso. Agora que estou tendo a oportunidade, o meu objetivo é me qualificar, fazer cursos e aprender o máximo que eu puder pra no futuro poder retribuir de alguma forma ajudando no incentivo e desenvolvimento de outros artistas.
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| Foto: Camila K. Ferreira |
Q: Quem ou o que lhe inspira?
A: Geralmente são pessoas, na grande maioria, mulheres.
Q: E sua avaliação sobre o mercado de trabalho para esta área? O que você pensa que é decisivo e faz a diferença?
A: A minha avaliação sempre vai ser bastante pessoal e amadora porque foi assim que tudo aconteceu pra mim. Eu comecei a trabalhar com ilustração porque as pessoas tinham contato com o meu trabalho e encomendavam. O melhor conselho que eu posso dar pra quem quer seguir esse caminho é sempre praticar, mesmo que não tenha tempo na sua rotina, dê um jeito de incluir um tempo pra praticar. E assim você vai mostrando o seu avanço, compartilhando o seu trabalho. Quando você faz o que gosta e se esforça pra dar certo, o reconhecimento vem naturalmente.
Q: Recentemente você esteve em São Paulo participando do projeto Logo Gallery de uma loja de renome nacional, como foi essa experiência ?
A: Foi surreal. Eu desenho há bastante tempo, certo, mas nunca tinha parado tudo pra me dedicar exclusivamente à ilustração. Eu estava ha alguns anos trabalhando em agencias de publicidade como Designer, o que não me dava tempo pra praticar e me deixava sempre esgotada. Os desenhos que eu fazia eram sempre após o expediente, fins de semana ou no horário de almoço. Um dia eu abri o twitter e vi meus amigos me marcando em um post de uma menina que buscava Ilustradoras do norte do Brasil, assim enviei alguns desenhos também. No outro dia, a supervisora de marketing dessa loja estava em contato comigo através do Facebook e por email acertando os detalhes. Pedi demissão do emprego uns dias depois e estou me dedicando apenas a ilustração.
A proposta já era fantástica porque primeiramente eu estava saindo do lugar onde eu moro, da região onde eu atuo profissionalmente pra participar de um projeto nacional em São Paulo, a terra das oportunidades. Imagine o coração da menina paraense que mesmo sem nenhum curso de pintura foi convidada pra representar o Norte, um lugar riquíssimo em artistas. Além disso, eu estive em contato com 5 ilustradoras, uma de cada região do país, trocando experiências e conhecendo o trabalho incrível de cada uma. E a melhor parte: eu estou sendo paga pra participar disso tudo. No evento de São Paulo, expus o logo 3d da marca, pintado por mim, e customizei calçados de clientes, além de customizar um par que está participando de um leilão beneficente. A próxima etapa do projeto é em Manaus no fim desse mês, onde haverá outro evento com a exposição do logo e customização de produtos.
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| Foto: Camila K. Ferreira |
Q: A pintura tem se tornado cada vez mais recorrente nos trabalhos com moda, comunicação e até mesmo publicidade, o que você pensa disso?
A: Eu acho que a arte sempre esteve presente nessas áreas, e a recorrência atual indica que mais gente está produzindo arte e mais gente está consumindo, o que é incrível porque além de mais pessoas compartilhando os conhecimentos, mais os artistas se sentem motivados a ir além. Me anima!
Q: Os artistas que trabalham com pintura vencem barreiras de tempos em tempos, qual meta que você almeja alcançar neste âmbito?
A: No momento busco apenas a qualificação que eu falei através de estudo e continuar seguindo em frente com a sensação de que estou fazendo um bom trabalho. Eu sou muito agitada, sempre invento alguma coisa. Vocês ainda vão me ver bastante por aí!
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