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In Entrevista ilustradora

Karen Pimenta: empreendedorismo e arte tudo junto em ilustrações cheias de sensibilidade

O mercado autonomo de trabalho mudou e junto com ele, atividades artisticas que antes não tinham tanto espaço agora começam a ter um lugar cativo no gosto e no empreendedorismo. Observando essa mudança, o mercado também começou a ser dominado por jovens com muita sede de revoluções profissioanis. Não que isso fosse inexistent, mas sabemos das dificuldades de encarar o novo que todos nós seres humanos temos. 

E é com esse entendimento e muita determinação, que o trabalho da ilustradora Karen Pimenta,  de 29 anos, formada em jornalismo, e responsável pela marca "Pimenta Ilustra" vem ganhando notoriedade. Ela falou um pouco sobre dúvidas, decisões e "meter a cara" na vontade de trabalhar com o que dá satisfação. 


Karen Pimenta, ilustradora amapaense



Espia: Como foi o processo para trabalhar com ilustração?

Karen: Em 2015, depois do nascimento da Amora, minha segunda filha, passei por vários momentos reflexivos, nos sentimos solitárias, e li um livro chamado "Mulheres que correm com os lobos". Foi uma imersão muito grande, de descobrimento sobre o que é ser mulher e busca do ser, daí surgiu minha primeira ilustração. E gerou uma boa receptividade quando divulguei a arte.

Participei também de uma exposição, à convite da minha amiga Jenifer e lá, vendi todas as ilustrações expostas e comecei a receber encomendas. Em janeiro de 2017, resolvi que seria minha profissão e juntei o útil ao agradável e surgiu o "Pimenta Ilustra". Tudo fluiu de uma maneira muito natural, pois abordo nos meus desenhos o sagrado feminino, da força da mulher, e do feminismo. Tudo muito do que sinto e todos os tipos de instintos. 


Ilustração feira para o lançamento de um livro


Espia: E quando você sentiu que o trabalho estava tomando novas proporções? 

Karen: Foi um ciclo tranquilo, senti que estava no caminho certo. Também desenvolvi novos produtos, mantendo o foco no sagrado feminino e mulheres, gerações e o que vem de dentro, nossa força. E agora também estou em parceria com algumas lojas locais, o que ajudou bastante. 

Espia: Em Macapá, o novo empreendedorismo é promissor, como você enxerga esse mercado jovem?

Karen: Li muito sobre o empreendedorismo criativo, que incentiva você a fazer o que você quer, com o que você gosta e ganhar dinheiro com isso. Focado também na afetividade e uma conexão com o cliente. A internet abriu as portas para esse tipo de empreendedorismo, e também é possível ver o jovem consumindo o que o jovem está produzindo. 

Estamos colocando a "cara a tapa" e percebemos essa aproximação com o mercado de trabalho. Buscamos uma estabilidade financeira ligada ao que gostamos. É a grande diferença do empreendedorismo mercadológico, do criativo. 




Espia: O que você diria para aquelas pessoas que estão precisando de um incentivo e uma inspiração para apostar no próprio talento?

Karen: Passei muito tempo sentindo medo, por causa da busca pela perfeição e isso nos amarra. Quando vi que eu não precisava ser perfeita para fazer isso, eu precisava de força de vontade e busca de capacitação para ter base e ter segurança para dar o próximo passo. Não precisamos atropelar as coisas, não estamos fugindo. Precisamos respeitar nossos limites e aventurar, e o mais importante: ouça seus instintos! 


Quer conhecer mais do trabalho da Karen Pimenta? Dá uma espiada no perfil do Pimenta Ilustra aqui


Por Camila K. Ferreira 

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In arte empreendedorismo Entrevista ilustradora

Voz e atitude em forma de arte: Luciana Rodrigues encontrou a identidade com tinta e papel


A arte é um refúgio para muitos: os que observam ou aqueles que nascem com o dom em alguma vertente. Também dá espaço para expressão, para o encontro consigo e outras descobertas que só a arte pode proporcionar. E foi neste mundo de infinitas possibilidades que Luciana Rodrigues, de 22 anos, mergulhou sem pretensão e começou a expressar sentimentos e ideias através de desenhos e ilustrações cheias de personalidade.

Luciana começou a desenhar em 2014

Luciana contou que o começo foi inesperado, e agora seus trabalhos estão cada vez mais consistentes. Ela fala sobre sonhos, desejo de aperfeiçoar e crescimento pessoal.

Q:  Você começou a desenhar inesperadamente, como foi esse acaso artístico?

Luciana: Comecei a desenhar por causa de um grupo no facebook que participava em 2014, de ilustração para meninas. Lá faziamos retratos umas das outras, e foi então que peguei gosto. Era uma questão de auto-estima também e a partir dalí, comecei a fazer retrato de amigas minhas e a me desenhar também. A frequência dos desenhos aumentou em 2017, quando coloquei na cabeça que queria encontrar minha identidade artística. Não fiz nenhum curso ainda, mas tenho vontade de aprimorar a técnica.

Q: E depois de “pegar o gosto”, como foi esse processo para desenhar?

Luciana: Criei um instagram, chamado “Quarto de Gato”, e comecei a divulgar meu trabalho. Estou começando a receber encomendas de trabalhos, ilustrar contos e livros. Caminhando aos poucos nessa estrada.  

A ideia deste desenho foi inspirada num sonho que o amigo de Luciana teve e ela era a personagem

Q: Qual a mensagem que você expressa nos seus desenhos?

Luciana: Coloco muito de mim nos meus desenhos. É natural, eles também refletem meu estado emocional e espiritual e variam de acordo com isso. A mensagem que quero passar de fato, é o empoderamento feminino. Foi o que me impulsionou a me dedicar aos desenhos e buscar minha própria voz através da arte e percebi que por eles consigo tocar outras pessoas. Quando desenho, penso em passar mensagens para as mulheres por causa de nossas vivências que acabam sendo parecidas. Falo de mim mas toco alguém com isso.

Q: O campo de trabalho na arte, o que você enxerga para o presente e futuro dele em Macapá?

Luciana: Cada vez mais vejo outras meninas fazendo arte, inspirando-se umas nas outras, criando uma conexão para fortalecer o mercado. É possível ver arte nas ruas, nas redes sociais, e está ganhando muita força. O mercado ainda não mudou, percebo que no meio artístico em Macapá, é muito difícil para uma pessoa que trabalha com arte dizer “Sou profissional e preciso ser pago”. O público acha que a divulgação ou o coleguismo vai pagar as contas deste artística e não é assim que funciona. Acredito que o artista tem que se impor e não aceitar que menosprezem seu trabalho. Sempre vai existir aqueles que não levam a arte a sério. Não podemos permitir que nos menosprezem!

Q: E uma dica para aquelas pessoas que estão buscando coragem para expressar o que pensam, em forma de arte?

Luciana: Penso que não existe certo ou errado na arte. Existe “Se expressar”. O principal é colocar para fora e mostrar para o mundo. Vai ter gente que vai gostar e os que não vão. O importante é produzir e estar em contato com isso, nos enriquece. Não precisamos nos prender tanto em técnicas, meta a cara. Não tenha vergonha, mostre para um amigo ou conhecido que você se sinta confortável. Não deixe de fazer algo só porque não se acha bom o suficiente. Uma hora você fica satisfeito e isso é o que mais importa. 

Retratos femininos são o foco dos desenhos da ilustradora

Para conhecer a arte da Luciana Rodrigues acessa aqui

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