Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens

In Entrevista

Mário Melanin - arte como liberdade de expressão e representatividade


Conheci o Mário na internet, via instagram, e de cara me impressionei com o trabalho dele. Aliás, a internet proporciona sempre estas conexões incríveis. Claro que fui tietar como fã e agora aproveito para entrevista-lo. O nome artistico ele mesmo diz e define: "Mário Fernando é meu nome onde a burocracia manda, me chamo Mario Melanin, eu sou um mago visual, e minha magia é a imagem, com ela transformo a visulalidade dx negrx (visualidade é como algo é apresentado/representado). Com isso ajudo  pessoas a se enxergarem sem que seja de forma esteriotipada e assim criar representatividade" 


Nesta entrevista você pode se encantar com a arte e com as ideias deste talentoso artista. Confira! 

Espia: Como você define seu trabalho atualmente e o que mudou do inicio para o agora?

Mário: Eu diria que ele é bonito e político, na verdade foi alguém que disse isso pra mim e foi o melhor elogio que ganhei até então. Durante a minha jornada artística passei a me questionar sobre o espaço do negro na arte, das representações e o porque eu não conhecia quase nenhum artista negro, então comecei a ir atrás desses artistas. A partir dessas referências comecei a perceber que eu ajudaria muito se desenhasse mais personagens negros. Parece algo simples mas faz uma diferença tremenda na vida das pessoas, daí passei a ter contato com muito outros artistas negros além do meu público ser majoritariamente de negros de todo o Brasil.


Espia: O que influencia diretamente suas criações?

Mário: Bem, essas pessoas que me seguem no Instagram, procuro manter contato com a maioria. São elas que me inspiram, através de seus relatos e das minhas vivências também, depois disso eu sempre procuro algum respaldo intelectual, como Frantz Fanon, Angela Davis, entre outros.

Espia: O que você espera do cenário artístico amapaense e ainda não sentiu que aconteceu?

Mário: Atualmente eu moro em Belém, eu acho que se alguém em Macapá quer viver apenas de arte (que não seja professor de arte ou qualquer outro trabalho ligado ao governo) a primeira coisa a se fazer é sair de Macapá, parece radical, mas todo artista que conheço em Macapá sabe que isso é verdade. Em Macapá até o acesso a alguns matérias é difícil. Eu ainda não consigo viver financeiramente só da minha arte mas tenho uma renda muito maior de quando morava em Macapá. Aí tem ótimos artistas, infelizmente a cidade não contribui, seja pelo fator geográfico ou pelo cultural.

Espia: Quais os temas que você aborda nos seus desenhos e porque?

Mário: O que eu abordo são questões sobre negritude, racismo, representantatividade, acho que qualquer informação sobre o tema por mais óbvio que seja tem que se dita é dita muitas vezes, o que eu quero é que as pessoas se identifiquem, reflitam, e que se inspirem a fazer o mesmo

Espia: Um recado para quem ainda está timido ou tem medo de expor os trabalhos, com medo de não ser respeitado.

Mário: Tem muita gente que tem medo de mostrar seu trabalho por não saber desenhar, pra mim desenhar é criar imagem. Se você cria uma imagem e consegue passar a informação que você quer, isso é um bom desempenho. Faz do jeito que você sabe, mas faz!.

Espia mais dos trabalhos do Mário aqui: @mariomelanin e na página do Facebook @mariomelaninart

Por Camila K. Ferreira 

Leia mais

Share Tweet Pin It +1

0 Comentários

In Entrevista

Tiago Quingosta - poeta amapaense premiado!

Foto: Arquivo Pessoal

Conheço o Tiago Guingosta há um bom tempo e por meio da poesia, conheci um pouco mais da arte que ele expressa. E é notável! Aliás, ele é uma pessoa notável pela gentileza e um carisma único. Fico sempre feliz de conhecer pessoas como ele, e claro, quis compartilhar aqui. Espia só um pouco mais sobre este poeta premiado e promissor que tem muito a dizer e poetar.

Foto: Arquivo Pessoal


Espia:  Conte um pouco da sua história com a poesia (resuminho)

Tiago: Comecei a escrever por volta dos 15 (quinze) anos, após meu contato com a disciplina de literatura brasileira, mas sempre gostei de literatura; acredito que já lia antes de aprender a ler, pois nem sempre a poesia vem das palavras. Minha mãe era assídua leitora, artista plástica e escrevia também, o que me foi um grande incentivo. Aos 15 eu já anotava minhas memórias, com medo de perdê-las, mas existia nelas um quê poético. Percebi que estava escrevendo poesia, isso quando descobri o que era Literatura. Dois livros muito me influenciaram a escrever: Senhora, do José de Alencar e As Flores do Mal, de Charles Baudelaire. Também tive muita influência da subcultura gótica, que anda lado a lado com a poesia ultrarromântica, de nomes como Byron, Soares de Passos, Álvares de Azevedo, Junqueira Freire, Fagundes Varela, entre outros.

Espia: Como você analisa sua evolução poética?

Tiago: Realmente vejo progresso! No vocabulário, estilos, metáforas, conotação, no conteúdo e sua profundidade, meus limites e variedade dos temas em geral.

Espia: A linguagem da poesia ainda encontra muitas barreiras no âmbito nacional. E no regional como você avalia?

Tiago: O quadro é parecido em âmbito nacional e regional, muda a escala, a proporção apenas. O consumo da poesia, se pensarmos nos milhares de artistas da palavra em todo o país e em nossa região, ainda é incipiente.  

Espia: O que você gostaria de ver no cenário poético amapaense?

Tiago: Poesia em todas as escolas, praças, pontos de ônibus, muros, órgãos estatais e privados, toda rede docente comprometida com essa missão que é divulgar a poesia amapaense. Mais poetas compartilhando seus trabalhos, mais eventos literários, mais editais para publicação de livros de poetas amapaenses, mas não só de poetas, de escritores em geral também. Mais atividades formativas para escritores, concursos literários, mais contação de história, projetos para o livro, leitura, literatura e bibliotecas. A lista é infinita.

Espia:Porque você acha que a poesia ainda encontra barreiras para ser lida e entendida?

Tiago: Poesia necessita de intelecção, análise, todavia, na contemporaneidade em que a linguagem rápida/visual é imperiosa, as pessoas querem o rápido, simples e, por vezes, superficial. Também, há um medo de olhar para dentro. Às vezes se prefere a ficção, o fantástico – que tem seu valor obviamente – para fugir de quaisquer coisas das quais queiramos fugir. Alguns chegam até a dizer que poesia é blasé, piegas, démodé. No entanto, a poesia é arte das mais maleáveis e os sentimentos sempre estarão em voga, basta perder-se o medo de olhar para dentro.

Espia:O V Prêmio Literário Cidade Poesia, onde você ficou entre os 40 melhores poetas brasileiros  é só mais um dos prêmios  que você já conquistou. As premiações acabam sendo um ponto de incentivo. O que ainda falta?

Tiago: Mais prêmios a nível nacional, e não restritos a determinadas localidades. Prêmios melhores, como publicação de obras por completo. Editoras que não visem apenas ao lucro, e sim incentivar a poesia brasileira. Hoje a confecção de um livro é um dos processos mais custosos que existem, por isso a dificuldade em publicar nossos autores. Precisamos, concomitantemente, de uma maior atenção por parte da União (Ministério da Cultura), Estados, Municípios e entidades privadas ao segmento do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas.

Espia: Para os aspirantes a poetas, o que você recomenda para que estas pessoas comecem a produzir e mostrar?

Tiago: Primeiramente, ler, pesquisar e viver, poesia necessita de substrato, conteúdo. Muitos poetas apenas escrevem, não leem, não vivem, e tornam-se repetitivos e superficiais, por não ter o que enxertar na poesia. Também, devem perder o medo de mostrar seu trabalho e não se engessar por conta da crítica, contudo, sem perder o cuidado, o respeito com o seu próprio trabalho antes de publicar. 

Espia: Onde os ilustres poetas anônimos podem compartilhar seus versos?

Tiago: Em grupos poéticos presenciais ou em redes sociais, saraus diversos, feiras, festivais, festas literárias, bienais. Hodiernamente, vejo, igualmente, muitos poetas utilizando redes como Facebook e Instagram para a divulgação, são plataformas simples que permitem interação e divulgação instantânea do trabalho poético, e, importante, sem custos obrigatórios. Canais no Youtube e blogs pessoais também são boa fonte de divulgação, mormente para quem ainda não possui condições de publicar-se de forma independente. Pequenos zines, livretos, revistas e periódicos de baixo custo são uma boa alternativa. Há vários sites, v.g., o Recanto das Letras, que há mais de uma década, divulga autores nacionais.

Espia: Alguma coisa importante para dizer, palavrar, poetizar?

Tiago: Sobre a poesia:

“Embora seja eu um sujeito que se oculta do mundo,

na névoa e no odor do mar, subo às vezes,
e por pequenos interstícios, 
ela corporifica minhas incoerentes preces”.
Tiago Quingosta in Ab ovo


Leia aqui mais trabalhos de Tiago Quingosta
Meu Blog
BLOG: http://aguasdolethe.blogspot.com/
Meu grupo poético do coração:
PÁGINA NO FACEBOOK: facebook.com/PenaPergaminho
GRUPO DO FACEBOOK: facebook.com/groups/penaepergaminho
BLOG: penaepergaminhoap.blogspot.com.br/


Por Camila K. Ferreira 

Leia mais

Share Tweet Pin It +1

0 Comentários

In arte Entrevista

Carla Antunes: sinceridade à flor da pele e da arte



A entrevista desta semana é com a artista macapaense com uma pitada do Pará, Carla Antunes. Ela tem 27 anos e trabalha como educadora, agente cultural independente, realizadora audiovisual independente e como ela mesma se define: "totalmente dependente do uso de arte para se expressar…". Ufa, muitas coisas! E ela tem muito a dizer. Espia a conversa que tivemos, cheia de informações importantes, para que você conheça mais desta artista.

Espia: Seus trabalhos ficaram conhecidos pouco a pouco com exposições alternativas. O que você pretende transmitir com eles?

Carla: Égua! Nem sabia que eram conhecidos...rsrsrs. Bom, comecei a expor no Espaço Aberto, em 2008, totalmente sob pressão de um amigo da época, já que até então eu tinha muita vergonha de mostrar qualquer coisa que eu fazia nesse sentido. Essa vergonha tinha a ver com o fato de a partir de uma certa idade eu ter começado a usar as expressões artísticas pra lidar com meus abismos e labirintos internos, daí me parecia muito íntimo tudo o que eu criava o que fazia com que me sentisse meio nua com a possibilidade de (me) expor, mas, depois que expus pela primeira vez, vi que o que fica óbvio pra mim nem sempre fica sequer compreensível pra quem observa, e que sempre há naquele que vê, o peso de sua subjetividade tentando fazer um gancho com a sua própria realidade, então fui relaxando com essa ideia e até gostando bastante das trocas que acontecem através da socialização dos trabalhos. Não tenho um algo específico a transmitir com as coisas que faço, na maioria das vezes eles são formas de trabalhar meus próprios monstros, ou seja, são na verdade bem egocêntricos até (falo principalmente dos desenhos aqui).  Quase sempre rola um tom melancólico, de estranheza, solidão… Mas não é uma mensagem intencional, é aquilo da gente só oferecer o que tem mesmo. E isso é o que eu tenho, o que eu sou… A parte de levar a público sai de brinde, digamos...rsrs

Espia: Como você avalia o cenário artístico de Macapá nos últimos anos?

Carla: Bom, eu vejo arte como algo que transcende o universo oficial da arte, entendo que a arte é uma habilidade do ser humano, coisa de gente. Nós cantamos, dançamos, pintamos e encenamos desde os primórdios da humanidade, então me incomoda pensar na arte dentro dos limites das “cenas de arte” por que uma parte muito grande fica de fora… Então vou falar o que acho a partir  dessa premissa. Acho que Macapá, e o Amapá como um todo, tem uma gente muito potente, que dentro ou fora de circuitos oficiais é pouco estimulada a se expressar artisticamente e a consumir produções artísticas.Sou professora de artes e várias vezes  já me peguei triste com o desprezo que o fazer artístico recebe por muitos jovens macapaenses, o que claro não se separa do fato de não haver políticas públicas voltadas para a expressão artística da juventude  ou mesmo qualquer outro  tipo de expressão desta parcela tão importante da sociedade que é a maioria por aqui.



Somos um estado que nasceu de outro e percebo que por conta disso a cultura e identidade local constantemente apresenta crises existenciais, pois não somos Pará, mas viemos de lá, então a origem é a mesma, temos em comum, entre outras coisas, muitos hábitos, estéticas, expressões e linguagens e esse fato diz muito de nossa história e cultura apesar de ser ignorado e esvaziado por aqui, talvez falte a gente enquanto macapaense olhar mais fundo pra gente mesmo, nossa história, nossas realidades atuais, nossa gente e se apropriar disso como vem fazendo o Pará de forma muito bonita.

Os últimos anos são também os anos em que comecei a me entender melhor enquanto ser social e a ter contato com a cena local, então nem me sinto com uma visão tão ampla da coisa a ponto de traçar uma avaliação da cena da arte daqui. Mas um fato é que eu gostaria que a arte /cultura indígena ocupasse o espaço que é dela enquanto uma das culturas originárias de nosso estado e do nosso país, sinto muita falta dessa referência que é uma bagagem que nos constitui e creio que apagar ou ignorar essa dimensão da arte e cultura brasileira é apagar um pouco da gente. Já tive alguns alunos indígenas e foi surpreendente e triste pra mim entender que muitos deles tinham vergonha de afirmar suas identidades, preferiam evitar falar seus sobrenomes que revelavam suas etnias e não respondiam com orgulho sobre  os contextos de suas origens  quando indagados. São pontos a serem superados, não só em nossa cidade.

Ilustração vencedora do concurso de desenho promovido pelo Pela e Pergaminho em 2017
Creio que pela pouca idade do Amapá as políticas públicas voltadas ao estímulo e fomento da arte sejam tão raras (ou seriam inexistentes?) e isso faz com que recaia para as iniciativas independentes muito da força da expressão artística local atual, os movimentos alternativos, grupos, espaços artístico-culturais como o Espaço Caos - Arte e Cultura, a Casa das Palavras, a Casa Fora do Eixo, agora mais recente o Ateliê Índigo, o Traço Simples Ateliê de Arte, o Festival Imagem-Movimento, o Liberdade ao Rock, o Sereia-abacaxi, a Casa Circo, o falecido Catita Clube, inúmeros grupos de teatro, inúmeras bandas, grupos de dança, performance, galera do rap, do grafitte, contadores de história, realizadores audiovisuais independentes, etc. Isso acaba sendo muito fértil, por um lado, porque é nessa dimensão do produzir autônomo que se cria com mais liberdade e se busca construir projetos que surgem da nossa realidade, fazem sentido em nossos contextos e são repletos de significados pra gente enquanto macapaense. Claro que há muito o que caminharmos, como enfatizei no início, mas também vejo esse quadro como um motor para o surgimento de mais e mais iniciativas na área. O difícil é manter o pique para conseguir dar longevidade a essas iniciativas independentes, visto a gama de missões que acabamos precisando dar conta.

Acho importante ressaltar aqui que, como sabemos, estamos vivendo tempos de cólera e muita ignorância no Brasil e no mundo, e creio que se faz extremamente necessário que estejamos juntos (enquanto arteiros, artistas, educadores, fazedores de cultura, e todo mundo) por que ao que tudo indica a porrada vai ser “seca” e não pensemos que em nossa cidade vai ser diferente. A arte sempre abriu  espaço pras lutas, espero que a gente encontre nela, mais uma vez, um porto seguro pras tempestades vindouras. Já tem infinitas tretas rolando, não vai ser fácil… Fundamental estarmos atentos e dispostos!

Espia: Quais suas influências e o que mudou desde os primeiros trabalhos?

Carla: Sempre fui muito atenta a coisas minúsculas, detalhes, então linhas sempre me chamaram muita atenção… A brincadeira do Paul Klee com as linhas, as linhas errantes do Egon Schiele, as formas malemolentes do Klimt e a melancolia dos rostos do Modigliani, me inspiraram bastante em algum momento da minha formação… Desenho desde sempre, (como todo mundo rsrs), mas continuei a desenhar ao passo que fui crescendo (como a maioria das pessoas que desenham adultas..rsrs) durante muito tempo fiz exercícios de observação, busquei produzir desenhos realistas, por quê parecia que era o que eu deveria fazer, estudei um ano no Cândido Portinari quando tinha 12 ano. Me aprimorei bastante até, mas o fato é que eu demorava horrores tentando desenhar as coisas de forma realista e aos poucos fui percebendo que os impulsos que me levavam a criar eram urgentes demais pra eu ficar não sei quantos dias desenhando uma coisa só é esses impulsos eram também abstratos ou amorfos demais, fui então percebendo, num processo devagar de autodescoberta, que o imperfeito conversava mais com o que eu sentia, e acabei me encontrando na feiura mesmo, deixei a boniteza pra quem saca de verdade disso… rsrs No geral, tudo que me toca me influencia de alguma forma, independente da linguagem, músicas, filmes, histórias, textos, conversas, fotografias, a cidade… E aí como eu me expresso com a linguagem que tiver ao meu alcance, seja audiovisual, desenho, foto, colagem, escrita, eu acabo jogando tudo numa espécie de liquidificador imaginário aqui dentro e as poucos vou colocando pra fora o resultado dessa mistura em forma de trabalhos.



Espia: Agora você também assumiu a arte de ser mãe, o que você sente que influencia no processo criativo?

Vamos lá, vou tentar não escrever um livro aqui... rsrrs Bom, tudo isso que eu escrevi acima foi levando em conta a Carla de até o final do mês de setembro de 2016. De lá pra cá, vem surgindo em mim uma outra pessoa, que desconheço quase completamente (sério mesmo). A experiência de ter  a Cecília tem sido surreal pra mim, ainda não entendi como as pessoas se acostumam com isso de gerar alguém! Bom, a verdade é que os 3 primeiros meses são chamados de extero gestação por alguns estudiosos por que são como uma extensão da gravidez, mas com o bebê junto contigo aqui fora. E nesse período tu te tornas praticamente uma árvore amamentadora, principalmente se optar por amamentar em livre demanda, ou seja, quando o neném solicita (que é quase o tempo todo), e aí, ao mesmo tempo em que eu tava quase explodindo de tanta coisa nova, turbilhão de hormônios, perspectivas loucas na mente (ou seja, doida pra produzir) eu não tinha como criar nada, por questões fisiológicas do início da vida da minha filha e até minhas, já que fiquei com anemia profunda após o parto. Foi difícil aceitar esse período ou pelo menos compreender o que tava rolando, até porque a mente sofre uma espécie de reset, você se esvazia completamente em algum momento de tanto não poder fazer o que gostaria, foi um pouco perturbador pra mim não ter como criar enquanto isso, mesmo com todo o suporte do Alexandre e da minha família... 



Bom, atualmente a Cecília tá com 8 meses e meio, eu já voltei a trabalhar na escola e tô confirmando que é uma loucura isso de ser mulher, ter sua autonomia profissional e se tornar mãe hoje. Vi num Instagram um cartaz que dizia que ser mãe hoje, é ter que trabalhar como se não tivesse filhos e cuidar dos filhos como se não tivesse um trabalho… Acho que resume bem. Eita, acho que nem respondi a questão inicial, mas quis dizer que infelizmente eu ainda não consegui retomar meu ritmo de criação, fiz alguns poucos rascunhos de desenhos, mas o que mais eu consegui fazer foram as coisas que podem ser feitas através do celular, tipo: acrescentar cenas num roteiro de um curta que tô escrevendo, criar um argumento pra um clipe, e escrever, escrever, escrever (nunca amei tanto um celular na vida, está sendo muito útil) e aí até criei um perfil no Instagram, onde só tenho postado coisas antigas que já estavam postadas no meu Flickr, fiz pra eu não esquecer das coisas que transbordam em mim, da minha necessidade de criar e do meu amor por isso, mesmo que eu não esteja conseguindo produzir quase nada no momento. Ah, no ano passado consegui  fazer uma série de fotos que chamei de Via Láctea, as fiz no alto da minha dificuldade em lidar com as dores da amamentação e com a impossibilidade de sentar num canto e desenhar, foi a principal criação minha pós  Cecília e a temática  se voltou completamente pra esse nosso momento. Ter tido uma filha com certeza vai transformar muita coisa mas minhas criações artísticas, até por que eu já não sou a mesma, mas, por enquanto, fico no aguardo de saber como vai ser isso exatamente, por quê eu também ainda não sei já que a Cecília em si tem sido minha principal obra. 



Espia: Cite três coisas que atualmente você não dá a mínima

Carla: Égua, essa foi a mais difícil de responder… Acho que não consigo não dar a mínima pra nada, isso  até se torna um problema em vários momentos… rsrs Mas, só me vem em mente que atualmente não vejo problema nenhum em comer comida “babada” ou de pegar em cocô… rsrs É isto.


---

Texto que Carla Antunes escreveu quando soube da gravidez e bateu o medinho:


‘Quanto tempo alguém é capaz de permanecer sentado sobre as sombras de sua própria solidão? De que matéria são feitos esses dias tão pesados que passam tão l e n t o s como quem nem gostaria de passar? Quantos demônios cabem nessas horas seculares em que tudo cabe mas nada convém? Quantos anos passaram-se hoje? Quantos terão passado até junho do ano vindouro? Quantas eus passarão até lá? Pode dar à luz quem só conhece à sombra? Onde a centelha divina? Onde o eu maior? Onde fui parar que não me encontro? Entrei em coma ontem e não consigo acordar. É escuro e devagar aqui. Ouço ao longe muitas vozes. Gosto da experiência de passar o dia a ouvir o silêncio, de não traçar palavra alguma, de não produzir som nenhum, de só ser e escutar. Há tanto lá fora e eu insisto em entrar. Mais um tanto de hectares inexplorados a descobrir. Sem asas desta vez... Com todas as forças que minha pequenez pode ter, com toda a densidade que a carne do meu coração carrega e todo o sentimento que possa caber em meu útero. Eu te enxergo e te abraço, peso de tudo o que não me é conhecido. Abismo do desconhecido, não sem medo, te digo: vem!


Para conhecer mais das várias artes de Carla Antunes, espia aqui:  


Ela também tem um blog:  www.inigmivel.blogspot.com e faz Video: “Quedas e quedares”: https://youtu.be/gKUOevt6GtQ



Por Camila K. Ferreira 

Leia mais

Share Tweet Pin It +1

4 Comentários

In Entrevista

Literamigas: mais que amigas, apaixonadas pela leitura



Conheci  as Literamigas por intermédio de outra amiga: a Hanna Paulino, que já tinha me indicado por ser um canal voltado para leitura. Não sou aquela leitora que você respeita mas tenho alguns livros favoritos e acredito que por aí tenham aqueles leem vários livros durante o ano ou que tem um de cabeceira e por isso, o trabalho/diversão destas quatro amigas; Andresa Façanha, Keyla Pontes, Luana Borges e Pâmela Abdon, vale a pena você conhecer!

Só para o inicio da nossa conversa/entrevisat, o Literamigas é basicamente mais um espaço para falar  do universo dos livros de "uma forma irreverente e única, como a personalidade de cada Literamiga" como elas definem. Este ano elas completaram 2 anos no ar e depois de muitas ideias e os livros como paixão em comum, surgiu o Literamigas. Elas contaram que gravam vídeos sobre leituras e dão sugestões literárias por meio de resenhas, quadros, tags e listas; além disso, movimentam a cena literária com eventos em Macapá e ainda maratonas. Hoje elas tem o maior canal literário do Amapá e o que pretedem é despertar e estimular o prazer pela leitura em jovens e adultos.

Espia só nossa conversa! 

Ah, antes disso, conheça um pouco de cada uma das meninas: elas por elas
                 


Keyla: Sou psicóloga, macapaense, libriana daquelas bem indecisas, tenho 28 anos e a leitura faz parte da minha vida desde pequena com os gibis da turma da Mônica (os quais leio até hoje!). 


Luana: Sou nutricionista (e por bem pouco não concluí também a faculdade de publicidade), estou completando 30 primaveras e sou casada. Sou a “Literamiga romântica”, meus gêneros favoritos são romance, romances clássicos e fantasia. 

Pâmela: Sou professora de Educação Física, casada e atualmente com 29 anos de idade. Comecei a paixão pela leitura quando era bem jovem, parei de ler ficção só na época da faculdade e depois voltei com tudo. Meu gênero favorito atualmente é o gênero fantasia, mas me considero bastante eclética, leio praticamente todos os gêneros. 

Andresa: Tenho 29 anos e sou formada em duas áreas distintas (Secretariado e TI), mas atuo no setor de Gestão de Pessoas. Não sou casada, mas namoro há 5 anos. Minha paixão pela leitura surgiu ainda na infância, pois minha mãe sempre foi leitora voraz e passou esse gostinho mágico pelos livros para mim e minha irmã, com pequenos livros de contos de fadas e gibis. 

E bora para nossa entrevista! 


Espia: Com a era digital tomando conta do nosso dia a dia, como vocês avaliam a vida útil do livro físico atualmente?

Keyla: Bem, para mim, os livros e os leitores digitais (exemplo) não devem ser opostos na vida de um leitor, e sim aliados. Eu uso leitor digital desde 2014 e foi um dos melhores investimentos que fiz, mas nunca deixei de adquirir livros físicos por isso. Um dos meus maiores orgulhos são as minhas estantes lindas! Acredito que cada leitor deve ver o que funciona melhor para ele. O mais importante é nunca parar de ler. Seja em e-book ou livro físico <3.

Andresa: Acredito que os livros físicos ainda têm uma vida muito longa pela frente. Na época em que houve o BOOM dos leitores digitais, muita gente pensou que fosse o fim do livro de papel. No entanto, hoje ele continua firme e forte na vida do leitor. Eu mesma tinha um grande preconceito com leitores digitais, até me render e comprar um Kobo para avaliar se meu preconceito era infundado – e sim, era! O leitor aumentou ainda mais minha produtividade, pois ele tem várias vantagens, e, ainda assim, não deixou o meu amor pelos físicos morrerem. Hoje uso o leitor quando estou fora de casa, para encontrar livros que ainda não chegaram ao mercado local ou que demorariam para chegar caso eu comprasse online, por exemplo, e para descobrir novos livros em inglês, que geralmente custam mais caro no mercado. Quando estou em casa, não largo meus queridos de papel!

3 - Em Macapá, deu para perceber que livrarias tradicionais perderam um pouco do espaço e outras tiveram que agregar novos serviços. Como vocês percebem o mercado para leitores apaixonados? 

Literamigas: Nos deixa bem triste o fato de termos pouquíssimas livrarias na cidade. Apesar de comprar bastante em lojas online, a sensação de ir em uma livraria, descobrir livros novos, pegar e sentir o cheirinho deles não tem preço! Esperamos que possamos fortalecer cada vez mais o movimento literário no Estado para que mais franquias e livrarias menores possam surgir e vender bastante!

4- O canal Literamigas tem um número expressivo de assinantes em todas as redes sociais. Contem para a gente como acontece essa interação.

Literamigas: Com certeza o nosso maior orgulho são os nossos Literamigos! Eles são as estrelas do nosso canal e quem faz, muitas vezes, o trabalho todo valer a pena. Por isso procuramos ser bem ativas nas redes sociais e também nos grupos de leitores que participamos. É uma sensação maravilhosa poder ouvir inscritos falarem que, depois que nos conheceram, passaram a ler mais ou até mesmo que os que não tinham o hábito de ler agora são leitores vorazes! São através das redes que podemos ter esse contato maior com o público que nos assiste, mas essa interação já transfigurou o meio online para o meio físico e muitos deles são nossos amigos. Sempre tentamos criar uma forma de estar com eles e essa troca de experiências é sempre maravilhosa.


5- Se vocês tivessem um superpoder por um dia, o que vocês fariam para que os macapaenses se apaixonasse pela leitura?

Keyla: Ai, que difícil, rs. Mas eu acredito que cada leitor tem que encontrar a história certa que vai tocar o seu coração. Então se eu pudesse ter um superpoder seria o de mostrar para os macapaenses que ler é vida! Fora ser uma experiência enriquecedora, é mágico.

Luana: Eu gostaria de ter o poder da adivinhação, para que eu pudesse saber que livro indicar para certa pessoa e que ela amasse tanto que a partir de então, se encantaria pelo universo literário!

Pâmela: Eu gostaria de ter o poder da persuasão, dessa forma eu convenceria facilmente as pessoas a lerem livros e depois é certeza que elas iriam se apaixonar.

Andresa: Ah, eu adoraria manipular a mente das pessoas para que as transformasse em apaixonados pela leitura e, assim, consumissem cada vez mais livros, rs.

6- Quais os livros que vocês recomendam no geral e tem algum artista amapaense que vocês têm na cabeceira? 

Keyla: Tenho um gosto literário bem eclético, mas entre os meus livros favoritos indico “Matéria Escura”, “O Assassinato de Roger Ackroyd” e “O Cemitério”. Infelizmente não tenho muitos autores amapaenses na estante, mas ganhei a pouco tempo do meu pai o livro “O Amapa d’Outrora”, que eu espero ler em breve.

Luana: Eu gosto muito de romances e por isso minhas recomendações são sempre relacionadas a esse gênero. Nesse meio sempre indico “Orgulho e Preconceito”, que é um romance clássico do século XVIII de Jane Austen, uma das maiores referências literárias mundiais. Mas para quem quer começar nesse meio recomendo uma coisa mais leve e que já pode ser considerado um clássico também: Harry Potter! <3

Pâmela: Eu geralmente pergunto qual gênero a pessoa gosta antes de indicar o livro, mas se a pessoa não sabe que gênero ler, eu indico um bom suspense policial. Eles geralmente são viciantes e te fazem tentar adivinhar quem matou ou o que aconteceu (risos). “Não conte a ninguém” é um livro desse gênero que sempre indico. E confesso que não tenho nenhum livro amapaense na cabeceira.

Andresa: Sou muito suspeita para indicar livros, pois tenho gosto peculiares com leituras, rs. Mas, de forma geral, amo fantasia, especialmente do autor J. R. R. Tolkien – minha obra preferida dele é “O Hobbit” e indico sempre para quem gosta do gênero, assim como eu. Também amo romances e dramas que nos deixam com o coração quentinho, então também recomendo “Para Todos os Garotos que Já Amei”, “O Clube do Livro do Fim da Vida” e “Batendo à Porta do Céu”, que falam sobre valores familiares e a descoberta de si mesmo. Não tenho muito autores amapaenses na estante, mas procuro apoiar principalmente os que fazem parte de nosso convívio, como o Marvin Cross, que tem uma trilogia chamada “Desapaixonante” publicada na Amazon, e a Gabi Luz, escritora de fanfics que está caminhando para a publicação de seu livro “O Improvável”, no qual eu e a Keyla somos leitoras betas.

E são com estas indicações de livros que terminamos nossa conversa com as meninas do Literamigas! Para conhecer o canal clica aqui  e para acompanha-las no instagram clica aqui

Por Camila K. Ferreira 

Leia mais

Share Tweet Pin It +1

0 Comentários

In Entrevista ilustradora

Karen Pimenta: empreendedorismo e arte tudo junto em ilustrações cheias de sensibilidade

O mercado autonomo de trabalho mudou e junto com ele, atividades artisticas que antes não tinham tanto espaço agora começam a ter um lugar cativo no gosto e no empreendedorismo. Observando essa mudança, o mercado também começou a ser dominado por jovens com muita sede de revoluções profissioanis. Não que isso fosse inexistent, mas sabemos das dificuldades de encarar o novo que todos nós seres humanos temos. 

E é com esse entendimento e muita determinação, que o trabalho da ilustradora Karen Pimenta,  de 29 anos, formada em jornalismo, e responsável pela marca "Pimenta Ilustra" vem ganhando notoriedade. Ela falou um pouco sobre dúvidas, decisões e "meter a cara" na vontade de trabalhar com o que dá satisfação. 


Karen Pimenta, ilustradora amapaense



Espia: Como foi o processo para trabalhar com ilustração?

Karen: Em 2015, depois do nascimento da Amora, minha segunda filha, passei por vários momentos reflexivos, nos sentimos solitárias, e li um livro chamado "Mulheres que correm com os lobos". Foi uma imersão muito grande, de descobrimento sobre o que é ser mulher e busca do ser, daí surgiu minha primeira ilustração. E gerou uma boa receptividade quando divulguei a arte.

Participei também de uma exposição, à convite da minha amiga Jenifer e lá, vendi todas as ilustrações expostas e comecei a receber encomendas. Em janeiro de 2017, resolvi que seria minha profissão e juntei o útil ao agradável e surgiu o "Pimenta Ilustra". Tudo fluiu de uma maneira muito natural, pois abordo nos meus desenhos o sagrado feminino, da força da mulher, e do feminismo. Tudo muito do que sinto e todos os tipos de instintos. 


Ilustração feira para o lançamento de um livro


Espia: E quando você sentiu que o trabalho estava tomando novas proporções? 

Karen: Foi um ciclo tranquilo, senti que estava no caminho certo. Também desenvolvi novos produtos, mantendo o foco no sagrado feminino e mulheres, gerações e o que vem de dentro, nossa força. E agora também estou em parceria com algumas lojas locais, o que ajudou bastante. 

Espia: Em Macapá, o novo empreendedorismo é promissor, como você enxerga esse mercado jovem?

Karen: Li muito sobre o empreendedorismo criativo, que incentiva você a fazer o que você quer, com o que você gosta e ganhar dinheiro com isso. Focado também na afetividade e uma conexão com o cliente. A internet abriu as portas para esse tipo de empreendedorismo, e também é possível ver o jovem consumindo o que o jovem está produzindo. 

Estamos colocando a "cara a tapa" e percebemos essa aproximação com o mercado de trabalho. Buscamos uma estabilidade financeira ligada ao que gostamos. É a grande diferença do empreendedorismo mercadológico, do criativo. 




Espia: O que você diria para aquelas pessoas que estão precisando de um incentivo e uma inspiração para apostar no próprio talento?

Karen: Passei muito tempo sentindo medo, por causa da busca pela perfeição e isso nos amarra. Quando vi que eu não precisava ser perfeita para fazer isso, eu precisava de força de vontade e busca de capacitação para ter base e ter segurança para dar o próximo passo. Não precisamos atropelar as coisas, não estamos fugindo. Precisamos respeitar nossos limites e aventurar, e o mais importante: ouça seus instintos! 


Quer conhecer mais do trabalho da Karen Pimenta? Dá uma espiada no perfil do Pimenta Ilustra aqui


Por Camila K. Ferreira 

Leia mais

Share Tweet Pin It +1

0 Comentários

In Entrevista grafitte

Gabriela Campelo: grafite, atitude e liberdade de expressão

Gabriela Campelo e mais artistas talentosos estão deixando a cidade mais cheia de vida

Andar pelas ruas de Macapá é sempre uma aventura para mim. E observo cores, paredes e pessoas sempre buscando inspiração de arte. Numa dessas andanças me deparei com um grafite no estilo “cru” e com a frase “bora dalhe!!” junto com uma imagem de uma garota em fúria ( o que interpretei). Por sorte descobri de quem era a autoria e é de Gabriela Campelo: conhecida como Campis, 21, é uma garota cheia de energia e com sede de liberdade de expressão, assim como todos nós. Confira a conversa que tivemos e saiba que tem mulher no grafite, sim e com muita atitude!


Espia: Com tantas artes na sua vida e alma conta um pouco como foi seu contato com o grafite

Gagriela: To no movimento hip hop aos 15 anos, primeiramente com o elemento Breaking, e sigo também representando a B.girling. Logo depois conheci mais um pouco sobre essa cultura linda e descobri que o Graffiti também era um componente de um dos elementos, daí mana, foi só risco!

Comecei a riscar direto no papel coisas aleatórias, abstratas e etc.  Me dediquei mais nos desenhos livres e hoje tô na pista pra ilustrar o que vier!

O Graffiti tem me aliviado as cargas nos momentos difíceis, vejo esse dom como um aliado na minha caminhada de artista independente, e venho aprendendo mais e mais sobre como expressar cada vez mais os sentimentos e sensações através das cores carimbadas nas paredes das ruas de Macapá City e de qual mais rodar.


Espia: Qual seu foco para o ano de 2018 para jogar suas energias?

Gabriela: A minha energia está muito concentrada em disseminar a arte de uma forma muito autêntica, através das cores que atravessam de fato a minha forma de pensar e agir em relação ao graffiti. Quero poder transmutar toda essa essência, e sinto que muitas portas estão se abrindo, estarei colhendo tudo o que plantei este ano de 2018

Espia: Qual a mensagem que você quer passar com seu grafite?

Gabriela:  Bem, sempre quero deixar claro que a minha mensagem sempre é a liberdade de poder por pra fora todo o sentimento de prazer em fazer o que se ama, cada detalhe, cada cor tem seu significado.

Espia: Quais suas principais referências?

Gabriela: Minhas referências no grafite são bem latentes, rs, tenho uma forte influência dos Gêmeos, Mag Magrela e Paulo Ito. Sou muito inspirada na forma como eles praticam essa arte maravilhosa!


Espia: Como você avalia a cena e o que poderia melhorar?

Gabriela: Eu vejo que ainda falta mais incentivo no meio da galera, assim, vejo muita gente talentosa que pode “quebrar” tudo nas cores mas por falta de estímulo acaba sucumbindo. E falo não só de estímulo de outros meios mas de estímulo próprio. Temos que ter com muita garra esse espírito de Artista Independente. Fazer o tranco acontecer, correr atrás, não ficar parado esperando cair do céu, ser o que somos não é fácil, requer muito esforço dedicação e principalmente: amor. Minha rinha é essa nesse meio.



Espia: Como a Campis se enxerga dentro do contexto do grafite em Macapá?

Gabriela: Eu me enxergo como a mana que vai e faz, pode tá chovendo, pode tá 50 graus de sol mas estarei expressando, repassando e desenvolvendo. Aprendi muito com quem veio antes de mim, e hoje tô nesse meio pra transmitir tudo o que colhi até hoje. Me vejo como minha própria ponta de lança, mirando bem de fronte com toda essa cultura esplêndida que é o Graffiti. Gratidão é a palavra! Pode chegar, bora dalhe!

Quer conhecer mais do trabalho da Gabriela? Acessa aqui


Por Camila K. Ferreira 

Leia mais

Share Tweet Pin It +1

1 Comentários