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In arte artesanato feira

Feira da Colab acontece neste domingo,5 de agosto!



No próximo domingo, 5, no Container Food Park, a partir das 17h, é dia de feira: A Feira da Colab! E não é aquela feira que você está acostumado, é uma proposta diferente, com artistas que fazem tudo à mão, com produtos que vão desde óleos à cadernos artesanais.
Todos os expositores são da cidade de Macapá e estarão na Feira da Colab para mostrar e compartilhar um pouco do trabalho de pessoas que colocam literalmente energia e as mãos em tudo que fazem. 

Durante o evento, o sonzinho bom fica por conta da cantora Michelle Maycoth. 

A iniciativa é Maykon Valente, Rosanny Sousa e Ingrid, que convidaram os artistas com objetivo de incentivar e reunir os pequenos e jovens empreendedores da cidade.


Então, agora você já tem uma opção cheia de cultura e arte para este domingo. A entrada é franca!

E claaaro que estarei lá vendendo meus livrinhos artesanais <3



Quer saber mais sobre quem vai expor? Acessa aqui no instagram: @feiradacolab

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In arte exposição Macapá

Exposição "Minhas águas tucujus" por Jeriel Santos




No próximo dia 15 de junho, a partir das 19h, na galeria Antônio Munhoz Lopes na unidade Sesc Araxá, o Sistema Fecomércio, por meio do Sesc Amapá realiza a vernissage da exposição “Minhas Águas Tucuju” do artista Jeriel Santos.

A exposição celebra a importância e a exuberância do rio Amazonas na vida cotidiana ribeirinha, é caracterizada pela pop art tucuju estilo ousado que expressa na vibrante paleta de cores o homem e a natureza. Onde as histórias se conectam harmonicamente nas obras e seus personagens são representados em uma linguagem simplificada, já que vem do cotidiano o cenário para a composição policromática.

A exposição Minha Águas Tucuju segue no período de 18 de junho a 27 de julho, com visitações públicas de segunda a sexta-feira, no horário das 9h ás 11h e das 15 às 17h.

Foto: Instagram pessoal de Jeriel
Jeriel

É natural de Macapá (AP), artista plástico formado em artes visuais pela Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), é considerado um dos principais artistas contemporâneo amapaense e vem se destacando no circuito da arte pela riqueza de cores e temática regional presente nas obras. Na década de 1990, em sua infância, se fascinou com as histórias contadas por dona Maria José, mulher simples, ribeirinha, sua mãe, certamente uma de suas fontes de inspiração, que expressa à força da floresta amazônica e do povo caboclo, guerreiro e admirável.

Informações do instagram de Jeriel

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In arte lançamento pimenta ilustra

Pimenta Ilustra lançará Loja Virtual





A correria tava grande e o blog deu uma pequena pausa, mas já voltamos com nossa programação normal e espia só a novidade:  O lançamento da =loja virtual da Pimenta Ilustra, da artista Karen Pimenta. O evento acontecerá no dia 18 de maio, às 19h, no Empório Café Postal (aqui já falamos deste empreendimento) Fizemos uma entrevista muito linda com ela que você confere aqui.

Karen Pimenta ( Foto: Camila K.)

E tem novidades que durante a semana a gente conta! E o blog é super parceiro deste evento e espera todos vocês lá!



Então anota na agenda, no coração, mas não esquece: Dia 18 de Maio, vamos nos encontrar pra dar aquele xêro e lançar a Loja Virtual Pimenta Ilustra - Karen Pimenta


Serviço:
Lançamento da Loja Virtual Pimenta Ilustra
Data: 18 de maio
Hora: 19h
Local: Empório Café Postal ( R. Odilardo Silva, 2374 - Central)

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In arte Entrevista

Carla Antunes: sinceridade à flor da pele e da arte



A entrevista desta semana é com a artista macapaense com uma pitada do Pará, Carla Antunes. Ela tem 27 anos e trabalha como educadora, agente cultural independente, realizadora audiovisual independente e como ela mesma se define: "totalmente dependente do uso de arte para se expressar…". Ufa, muitas coisas! E ela tem muito a dizer. Espia a conversa que tivemos, cheia de informações importantes, para que você conheça mais desta artista.

Espia: Seus trabalhos ficaram conhecidos pouco a pouco com exposições alternativas. O que você pretende transmitir com eles?

Carla: Égua! Nem sabia que eram conhecidos...rsrsrs. Bom, comecei a expor no Espaço Aberto, em 2008, totalmente sob pressão de um amigo da época, já que até então eu tinha muita vergonha de mostrar qualquer coisa que eu fazia nesse sentido. Essa vergonha tinha a ver com o fato de a partir de uma certa idade eu ter começado a usar as expressões artísticas pra lidar com meus abismos e labirintos internos, daí me parecia muito íntimo tudo o que eu criava o que fazia com que me sentisse meio nua com a possibilidade de (me) expor, mas, depois que expus pela primeira vez, vi que o que fica óbvio pra mim nem sempre fica sequer compreensível pra quem observa, e que sempre há naquele que vê, o peso de sua subjetividade tentando fazer um gancho com a sua própria realidade, então fui relaxando com essa ideia e até gostando bastante das trocas que acontecem através da socialização dos trabalhos. Não tenho um algo específico a transmitir com as coisas que faço, na maioria das vezes eles são formas de trabalhar meus próprios monstros, ou seja, são na verdade bem egocêntricos até (falo principalmente dos desenhos aqui).  Quase sempre rola um tom melancólico, de estranheza, solidão… Mas não é uma mensagem intencional, é aquilo da gente só oferecer o que tem mesmo. E isso é o que eu tenho, o que eu sou… A parte de levar a público sai de brinde, digamos...rsrs

Espia: Como você avalia o cenário artístico de Macapá nos últimos anos?

Carla: Bom, eu vejo arte como algo que transcende o universo oficial da arte, entendo que a arte é uma habilidade do ser humano, coisa de gente. Nós cantamos, dançamos, pintamos e encenamos desde os primórdios da humanidade, então me incomoda pensar na arte dentro dos limites das “cenas de arte” por que uma parte muito grande fica de fora… Então vou falar o que acho a partir  dessa premissa. Acho que Macapá, e o Amapá como um todo, tem uma gente muito potente, que dentro ou fora de circuitos oficiais é pouco estimulada a se expressar artisticamente e a consumir produções artísticas.Sou professora de artes e várias vezes  já me peguei triste com o desprezo que o fazer artístico recebe por muitos jovens macapaenses, o que claro não se separa do fato de não haver políticas públicas voltadas para a expressão artística da juventude  ou mesmo qualquer outro  tipo de expressão desta parcela tão importante da sociedade que é a maioria por aqui.



Somos um estado que nasceu de outro e percebo que por conta disso a cultura e identidade local constantemente apresenta crises existenciais, pois não somos Pará, mas viemos de lá, então a origem é a mesma, temos em comum, entre outras coisas, muitos hábitos, estéticas, expressões e linguagens e esse fato diz muito de nossa história e cultura apesar de ser ignorado e esvaziado por aqui, talvez falte a gente enquanto macapaense olhar mais fundo pra gente mesmo, nossa história, nossas realidades atuais, nossa gente e se apropriar disso como vem fazendo o Pará de forma muito bonita.

Os últimos anos são também os anos em que comecei a me entender melhor enquanto ser social e a ter contato com a cena local, então nem me sinto com uma visão tão ampla da coisa a ponto de traçar uma avaliação da cena da arte daqui. Mas um fato é que eu gostaria que a arte /cultura indígena ocupasse o espaço que é dela enquanto uma das culturas originárias de nosso estado e do nosso país, sinto muita falta dessa referência que é uma bagagem que nos constitui e creio que apagar ou ignorar essa dimensão da arte e cultura brasileira é apagar um pouco da gente. Já tive alguns alunos indígenas e foi surpreendente e triste pra mim entender que muitos deles tinham vergonha de afirmar suas identidades, preferiam evitar falar seus sobrenomes que revelavam suas etnias e não respondiam com orgulho sobre  os contextos de suas origens  quando indagados. São pontos a serem superados, não só em nossa cidade.

Ilustração vencedora do concurso de desenho promovido pelo Pela e Pergaminho em 2017
Creio que pela pouca idade do Amapá as políticas públicas voltadas ao estímulo e fomento da arte sejam tão raras (ou seriam inexistentes?) e isso faz com que recaia para as iniciativas independentes muito da força da expressão artística local atual, os movimentos alternativos, grupos, espaços artístico-culturais como o Espaço Caos - Arte e Cultura, a Casa das Palavras, a Casa Fora do Eixo, agora mais recente o Ateliê Índigo, o Traço Simples Ateliê de Arte, o Festival Imagem-Movimento, o Liberdade ao Rock, o Sereia-abacaxi, a Casa Circo, o falecido Catita Clube, inúmeros grupos de teatro, inúmeras bandas, grupos de dança, performance, galera do rap, do grafitte, contadores de história, realizadores audiovisuais independentes, etc. Isso acaba sendo muito fértil, por um lado, porque é nessa dimensão do produzir autônomo que se cria com mais liberdade e se busca construir projetos que surgem da nossa realidade, fazem sentido em nossos contextos e são repletos de significados pra gente enquanto macapaense. Claro que há muito o que caminharmos, como enfatizei no início, mas também vejo esse quadro como um motor para o surgimento de mais e mais iniciativas na área. O difícil é manter o pique para conseguir dar longevidade a essas iniciativas independentes, visto a gama de missões que acabamos precisando dar conta.

Acho importante ressaltar aqui que, como sabemos, estamos vivendo tempos de cólera e muita ignorância no Brasil e no mundo, e creio que se faz extremamente necessário que estejamos juntos (enquanto arteiros, artistas, educadores, fazedores de cultura, e todo mundo) por que ao que tudo indica a porrada vai ser “seca” e não pensemos que em nossa cidade vai ser diferente. A arte sempre abriu  espaço pras lutas, espero que a gente encontre nela, mais uma vez, um porto seguro pras tempestades vindouras. Já tem infinitas tretas rolando, não vai ser fácil… Fundamental estarmos atentos e dispostos!

Espia: Quais suas influências e o que mudou desde os primeiros trabalhos?

Carla: Sempre fui muito atenta a coisas minúsculas, detalhes, então linhas sempre me chamaram muita atenção… A brincadeira do Paul Klee com as linhas, as linhas errantes do Egon Schiele, as formas malemolentes do Klimt e a melancolia dos rostos do Modigliani, me inspiraram bastante em algum momento da minha formação… Desenho desde sempre, (como todo mundo rsrs), mas continuei a desenhar ao passo que fui crescendo (como a maioria das pessoas que desenham adultas..rsrs) durante muito tempo fiz exercícios de observação, busquei produzir desenhos realistas, por quê parecia que era o que eu deveria fazer, estudei um ano no Cândido Portinari quando tinha 12 ano. Me aprimorei bastante até, mas o fato é que eu demorava horrores tentando desenhar as coisas de forma realista e aos poucos fui percebendo que os impulsos que me levavam a criar eram urgentes demais pra eu ficar não sei quantos dias desenhando uma coisa só é esses impulsos eram também abstratos ou amorfos demais, fui então percebendo, num processo devagar de autodescoberta, que o imperfeito conversava mais com o que eu sentia, e acabei me encontrando na feiura mesmo, deixei a boniteza pra quem saca de verdade disso… rsrs No geral, tudo que me toca me influencia de alguma forma, independente da linguagem, músicas, filmes, histórias, textos, conversas, fotografias, a cidade… E aí como eu me expresso com a linguagem que tiver ao meu alcance, seja audiovisual, desenho, foto, colagem, escrita, eu acabo jogando tudo numa espécie de liquidificador imaginário aqui dentro e as poucos vou colocando pra fora o resultado dessa mistura em forma de trabalhos.



Espia: Agora você também assumiu a arte de ser mãe, o que você sente que influencia no processo criativo?

Vamos lá, vou tentar não escrever um livro aqui... rsrrs Bom, tudo isso que eu escrevi acima foi levando em conta a Carla de até o final do mês de setembro de 2016. De lá pra cá, vem surgindo em mim uma outra pessoa, que desconheço quase completamente (sério mesmo). A experiência de ter  a Cecília tem sido surreal pra mim, ainda não entendi como as pessoas se acostumam com isso de gerar alguém! Bom, a verdade é que os 3 primeiros meses são chamados de extero gestação por alguns estudiosos por que são como uma extensão da gravidez, mas com o bebê junto contigo aqui fora. E nesse período tu te tornas praticamente uma árvore amamentadora, principalmente se optar por amamentar em livre demanda, ou seja, quando o neném solicita (que é quase o tempo todo), e aí, ao mesmo tempo em que eu tava quase explodindo de tanta coisa nova, turbilhão de hormônios, perspectivas loucas na mente (ou seja, doida pra produzir) eu não tinha como criar nada, por questões fisiológicas do início da vida da minha filha e até minhas, já que fiquei com anemia profunda após o parto. Foi difícil aceitar esse período ou pelo menos compreender o que tava rolando, até porque a mente sofre uma espécie de reset, você se esvazia completamente em algum momento de tanto não poder fazer o que gostaria, foi um pouco perturbador pra mim não ter como criar enquanto isso, mesmo com todo o suporte do Alexandre e da minha família... 



Bom, atualmente a Cecília tá com 8 meses e meio, eu já voltei a trabalhar na escola e tô confirmando que é uma loucura isso de ser mulher, ter sua autonomia profissional e se tornar mãe hoje. Vi num Instagram um cartaz que dizia que ser mãe hoje, é ter que trabalhar como se não tivesse filhos e cuidar dos filhos como se não tivesse um trabalho… Acho que resume bem. Eita, acho que nem respondi a questão inicial, mas quis dizer que infelizmente eu ainda não consegui retomar meu ritmo de criação, fiz alguns poucos rascunhos de desenhos, mas o que mais eu consegui fazer foram as coisas que podem ser feitas através do celular, tipo: acrescentar cenas num roteiro de um curta que tô escrevendo, criar um argumento pra um clipe, e escrever, escrever, escrever (nunca amei tanto um celular na vida, está sendo muito útil) e aí até criei um perfil no Instagram, onde só tenho postado coisas antigas que já estavam postadas no meu Flickr, fiz pra eu não esquecer das coisas que transbordam em mim, da minha necessidade de criar e do meu amor por isso, mesmo que eu não esteja conseguindo produzir quase nada no momento. Ah, no ano passado consegui  fazer uma série de fotos que chamei de Via Láctea, as fiz no alto da minha dificuldade em lidar com as dores da amamentação e com a impossibilidade de sentar num canto e desenhar, foi a principal criação minha pós  Cecília e a temática  se voltou completamente pra esse nosso momento. Ter tido uma filha com certeza vai transformar muita coisa mas minhas criações artísticas, até por que eu já não sou a mesma, mas, por enquanto, fico no aguardo de saber como vai ser isso exatamente, por quê eu também ainda não sei já que a Cecília em si tem sido minha principal obra. 



Espia: Cite três coisas que atualmente você não dá a mínima

Carla: Égua, essa foi a mais difícil de responder… Acho que não consigo não dar a mínima pra nada, isso  até se torna um problema em vários momentos… rsrs Mas, só me vem em mente que atualmente não vejo problema nenhum em comer comida “babada” ou de pegar em cocô… rsrs É isto.


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Texto que Carla Antunes escreveu quando soube da gravidez e bateu o medinho:


‘Quanto tempo alguém é capaz de permanecer sentado sobre as sombras de sua própria solidão? De que matéria são feitos esses dias tão pesados que passam tão l e n t o s como quem nem gostaria de passar? Quantos demônios cabem nessas horas seculares em que tudo cabe mas nada convém? Quantos anos passaram-se hoje? Quantos terão passado até junho do ano vindouro? Quantas eus passarão até lá? Pode dar à luz quem só conhece à sombra? Onde a centelha divina? Onde o eu maior? Onde fui parar que não me encontro? Entrei em coma ontem e não consigo acordar. É escuro e devagar aqui. Ouço ao longe muitas vozes. Gosto da experiência de passar o dia a ouvir o silêncio, de não traçar palavra alguma, de não produzir som nenhum, de só ser e escutar. Há tanto lá fora e eu insisto em entrar. Mais um tanto de hectares inexplorados a descobrir. Sem asas desta vez... Com todas as forças que minha pequenez pode ter, com toda a densidade que a carne do meu coração carrega e todo o sentimento que possa caber em meu útero. Eu te enxergo e te abraço, peso de tudo o que não me é conhecido. Abismo do desconhecido, não sem medo, te digo: vem!


Para conhecer mais das várias artes de Carla Antunes, espia aqui:  


Ela também tem um blog:  www.inigmivel.blogspot.com e faz Video: “Quedas e quedares”: https://youtu.be/gKUOevt6GtQ



Por Camila K. Ferreira 

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In amapá arte desenho Entrevista

Ed Art - papéis, lápis, desenhos e rock´n roll

Ed Art se inspira no cinema de terror, rock´n roll e subcultura para desenhar

Arte é algo tão amplo e que toca cada pessoa de uma maneira diferente e além disso, você consegue olhar um pouco da alma do artista e as mensagens que ele passa conscientemente ou não. Quando você observa os trabalhos de Ed Art, este artista com raizes santanenses ou como ele mesmo diz, Santana City, Amapá, é possivel se conectar com um mundo criativo, underground e cheio de personalidade. Me encantei! É claro que depois de admirar toda a galeria de desenhos que ele tem no instagram, não podia deixar de conhecer mais de Edvaldo do Nascimento Carvalho, conhecido como Ed Carvalho ou Ed Art, 31 anos. 



Espia a conversa que tivemos e conheça um pouco mais do ser/alma/arte/humano.


Espia: Como foi que o desenho começou a ser parte da sua rotina? 

Ed: Eu desenho desde muito jovem. Era uma criança produtiva, criativa, apesar de ser muito tímido. Acho que a arte já nasce com a pessoa e ela busca formas de externá-la. Apesar de minha família ser origem muito (muuuuito) humilde, minha mãe sempre deu um jeito de me comprar materiais, ainda que fossem os mais baratos. Cresci então entre papéis, lápis de cor, giz de cera, canetas...eu passava (literalmente) o dia todo desenhando. 

Espia: Você chegou a estudar arte / design ou é autodidata?

Ed: Eu sou formado em Artes Visuais, pela Unifap, mas quem fez o curso sabe que ele é muita mais teoria do que prática. Porém conhecer sobre a história da arte e as técnicas, a filosofia, os materiais da arte, tudo isso me acrescentou como artista. Ainda assim eu me considero autodidata por ter começado a praticar desenho desde criança, como relatado anteriormente. 

Espia: De onde vem a inspiração de traços mais undergrounds? 

Ed: Essa preferência estética vem muito do meu gosto musical. Eu desde muito jovem ouço rock e música alternativa num geral. Vem também do cinema de terror, da literatura fantástica e do meu fascínio pela subcultura em geral. Até na hora de me vestir eu prefiro o preto e branco, uma imagem um tanto quanto diferente em meio á multidão. Mas o projeto do instagram @edart86 em si é uma válvula de escape. Estou passando por uma fase difícil de minha vida e eu joguei o peso das angústias em cima da arte. Sinto-me mais leve quando desenho algo que eu quero repassar ao mundo, o que me atormenta, me incomoda. Tenho abordado até mesmo sobre o empoderamento feminino (um pouco, pois sou homem e não me acho capaz de saber como as mulheres pensam). Isso tudo combina com a estética underground. Eu passei quase 8 anos sem desenhar. Um dia disse à uma namorada: eu desenho sabia? Desenhei uma caveira e ela disse que meu desenho tinha personalidade. Eu fui fazendo desenhos neste estilo e guardando numa caixa. Ela me disse então que o mundo merecia ver isso. De início eu achei isso absurdo, por considerar uma arte estranha (risos). Não demorou para muita gente curtir, comentar, compartilhar. Estou feliz por conversar com as pessoas através da arte. Agradecerei sempre à esta pessoa que me incentivou a divulgar minhas ilustrações. 




Espia: Conta um pouco do seu processo criativo. Você demora quanto tempo em média para finalizar cada trabalho? 

Ed: As pessoas não acreditam, mas geralmente levo de meia à uma hora. Eu fiz uma transmissão ao vivo pelo instagram mostrando o passo a passo. É bem básico. Uso papel especial, nele eu faço o rascunho à grafite ou lápis 2b. A seguir eu uso ou a caneta de Ponta porosa 1,0 m, ou 0,4, 0.7, dependendo do desenho. Sempre faço um contorno externo com a Staedler 1.2 e por fim uso vários tipos de marcador permanente preto para preencher as áreas que deveriam ter cor. 

Espia: Quais são as suas principais influências? Elas são as mesmas desde a época que você começou até hoje em dia?

Ed: Minhas influências mudaram muito. Eram no começo o univero das HQs. Hoje eu me inspiro nos desenhistas underground que vejo pelo instagram, nos surrealistas, nos tatuadores que fazem blackwork (trabalho em preto) e nas imagens mentais que eu formo ouvindo rock, metal e música em geral. 

Espia: Tem novos projetos ou exposições em vista? Conta para a gente. 

Vou ser bem sincero quanto a exposições. O Amapá ainda está na era das cavernas do pensamento artístico. Aqui, se você não pinta paisagens ribeirinhas você não tem vez. Somos miseráveis em fomento a cultura e ficamos presos a uma ou outra programação com cartas marcadas, todas as vezes. Eu vejo uma pequena revolução nos coletivos underground, na galera que tá lutando aí pelos submundos da vida. Quem sabe por estes caminhos eu organize uma exposição. Mas não faz partes dos planos agora. Quanto a novos projetos, eu já iniciei a venda de camisetas. Tá daquele jeito (risos) tudo muito punk ainda, mas logo vou me organizar. Tenho uma parceria com a Carol Pessoa e em muito breve as pessoas terão novidades aí. 





Espia: E quem quiser um desenho exclusivo ou saber mais de você, pode acessar onde? 

Ed: Quem quiser, acesse por favor o instagram @edart86 instagram.com/edart86 e me chame no direct. A pessoa tem mais de 200 opções de ilustraçoes para comprar ou pedir que esta seja estampada numa camiseta. Se quiser pode sugerir uma ideia que eu a desenharei. Eu amo desenhar. Acessem lá! Agradeço de coração ao blog pelo interesse em me entrevistar. Agradeço aos meus seguidores e ao carinho que têm por mim. Agradeço ao apoio e incentivo de minha família e amigos e agradeço acima de tudo a Deus pelo dom da arte. É isso aí, galera. Fé em Deus e Rock N Roll. 




Nota do blog : Ed, nós que agradecemos por nos salvar todos os dias com sua arte! 

Por Camila K. Ferreira 

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In arte Entrevista grafitte

Deejota: um apaixonado pelo universo do grafite que acredita no poder das cores para melhorar o dia.



Conversei com Deejota virtualmente mas conheci o trabalho deste jovem de 19 anos pelo instagram. No trabalho dele você encontrará cores vibrantes, traços marcantes e muita criatividade! E o melhor de tudo, ele compartilha o talento aqui em Macapá. Confira a entrevista e se encante com mais um de nossos talentos que estão espalhados na cidade e até em outros países. 



Q: Como aconteceu o contato com a arte do grafitte?
D: Fui morar em Curitiba com 12 anos onde eu tive o contato com a pichação por ser muito comum no bairro, me mudei pra Macapá em 2015 mas foi só em 2016 que conheci o meu "irmão de tinta" Zion, e ele me mostrou que fazia um espécie de pichação ainda ilegal mas colorida que seria o "grafite " comecei a andar com ele e me apaixonei por esse universo.

Q: Qual mensagem você acha que o grafitte pode transmitir para as pessoas?

 D: Cara, isso depende muito da ideia que o grafiteiro quer passar, mas uma coisa que eu acredito é que impendente do desenho, aquela arte ali na rua que vai fazer uma diferença no dia de quem passar e olhar. Eu acredito que as cores transmitem sentimentos e isso pode fazer o dia de alguém melhor.                       




 Q: E para os amapaenses, o que você  tem sentido de resposta para este trabalho?  
   
D: Eu comecei a minha arte aqui então não posso comparar com outros lugares, mas tenho recebido muito mais elogios do que discriminações é isso já é muito importante pra mim.       
Q: Quais suas inspirações e referências?   
                
D: Tenho muitas, mas os mestres da arte de rua pra mim são "osgemeos" minha primeira inspiração e referências e ae vem vários outro que eu preciso ver uma arte deles todos os dias tipo: ignoto, crânio, finoki, marcelo eco, nunca. Esse são alguns dos que me inspiro muito não só na arte mas também como pessoas.      
                           
Q:  Como você avalia o mercado de trabalho para a arte do grafitte?       

D: Cara, antes de tudo eu faço pra mim, porém eu gostaria de transmitir alegria. Existem grafite de protesto, grafite de reflexão, grafite críticas... Eu não gosto de rotular meu trabalho apenas faço meu momento de prazer e espero que seja o de quem estiver olhando. E se as pessoas não se agradarem, vou seguir fazendo do mesmo jeito. O mercado de trabalho tem várias portas, muitas até. No entanto, a maioria não valoriza, muitos querem um grafitte bonitinho no quarto na sala, mas quando se fala de valores a maioria desmerece por que acha eu não vale aquilo, sabe ?


Q:  E o cenário amapaense da arte de rua? O que você prevê para ele? 
                     
D: O cenário amapaense desde que eu cheguei aqui tem crescido muito, e todos seguirem nessa caminhada eu prevejo grande "bum" a cena tá com tudo pra crescer mais e mais!

Q: Para quem se interessa e ainda noa sabe por onde começar, onde ou como as pessoas podem ter mais informações? 
                
D: Se formou a umas duas semanas um grupo no watsapp que conta com vários artistas de peso. Algo público desconheço, se alguém tiver interesse e eu puder ajudar podem me chamar por qualquer rede social nelas tem meu telefone também. Tudo que eu puder fazer pra arte de rua crescer farei.

Q: Quais seus projetos futuros?             
        
D:  Meus projetos com a arte não tem fim, focar nos estudos e expandir minha arte pelo mundo. Esse é o foco enquanto tiver um lugarzinho sem cor lá noix vai tá tacando tinta.


Para conhecer mais do trabalho de Deejota, acessa aqui

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