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Vinil do meu coração


O vinil foi o primeiro contato que tive com a música, fisicamente. Estava ali em minhas mãos, um álbum incrível que mudaria alguma fase da minha vida. Ganhei de minha mãe dois vinis que tenho até hoje "Hits internacionais", que tinham músicas da Madonna, Michael Jackson, Lionel Richie, George Michael e Prince. (Obrigada, mãe!) e o outro foi do Michael Jackson, "Dangerous", com uma das capas mais enigmáticas que já vi.

Mas o vinil teve sua baixa, vieram os cd´s, dvd´s e músicas na internet. Os especialistas já davam o R.I.P Vinil e para a alegria de quem ama o bolachão, ele voltou com tudo. A indústria fonográfica também teve que "calar a boca" e encarar que uma das maiores movimentações do mercado no fim do ano passado, foi por causa do vinil, superando a venda de streaming grátis ( youtube e spotify). Surpreendendo a todos. 

A boa notícia que é a Sony anunciou semana passada que vai reativar suas prensas, após um hiato de 30 anos! Atualmente a empresa está com uma prensagem emprestada em Tóquio, e a previsão para iniciar a produção em massa é para o ano de 2018. 

Por enquanto o mercado de sebos e feiras de vinis fazem a alegria dos colecionadores. Também coleciono cd´s e lá encontro muita coisa rara. Tem momento mais especial do que estar com a obra nas mãos, ver o encarte, ler as letras, agradecimentos e ficha técnica? Para mim é mágico! É o resultado de um momento artístico único, eternizado ali naquele disco. Não dá para comparar a ter simplesmente o mp3 no celular ou no computador. 

Não uso spotify, sei que é uma mídia intensa de música e traz muitas novidades, porém, resolvi dar uma desacelerada no consumo de tanta coisa virtual. 

Quero chegar em casa e dar o play num cd escolhido a dedo, ou tirar a poeira da agulha e colocar o vinil e ouvir aquele "chiadinho". Mágica! 

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